terça-feira, 31 de dezembro de 2013

domingo, 22 de dezembro de 2013

FELIZ NATAL

A todos vocês, caros leitores  e seguidores deste blog

Quero agradecer a todos pelas visitas e pelos comentários sempre incentivadores e estimulantes. Obrigada também pelo que vocês me ensinam em cada comentário, em cada pergunta, em cada situação. obrigada de coração.

E por falar em coração, desejo a todos vocês, de perto ou de longe, que este Natal seja repleto de paz, amor e harmonia. Que a fé seja constantemente renovada e que a esperança de um mundo melhor nunca se perca.

São os meus votos e os votos do ARTE E EXPRESSÃO EM ARTE-TERAPIA..



Sueli Freitas

sábado, 14 de dezembro de 2013

MÚSICA RENASCENTISTA

MÚSICA DA IDADE MÉDIA (III)

A Renascença constitui o período de tempo que vai dos anos de 1400 a 1600 depois de Cristo. Um período que marca a preocupação dos homens sobre a cultura e o saber em todos os campos da atividade humana. É o período das ideias novas, das grandes viagens marítimas, do descobrimento de novas terras e de sua exploração e dos avanços na Ciência e na Astronomia. Época de Vasco da Gama, Colombo e Cabral.

Com a música não foi diferente. O aumento do interesse dos compositores pela música profana foi grande. Queriam criar músicas mais vivas que atingisse o povo, de pesquisar e utilizar novos instrumentos musicais em suas criações, coisa que não se fazia há muito tempo, pois a música era feita para acompanhar cantores e corais.

Mas, no início da Renascência, as grandes composições foram feitas para a Igreja, mantendo ainda a polifonia usada no canto de coros ou policorais (coros colocados num espaço próprio, reservado nas laterais da Igreja, onde ora cantava o coro da direita, ora o outro, localizado a esquerda) e sem acompanhamento instrumental.

A introdução dos interesses renascentistas foram sendo colocados aos poucos. Primeiro, porque a influência da Igreja ainda era grande e, segundo, porque as pessoas, apesar da vontade de descobrir coisas novas, não estavam acostumadas com mudanças rápidas. Mas, avanços iam sendo conquistados.

A princípio, as obras renascentistas tinham os motetos como estilo religioso. Porém, as canções populares, escritas para inúmeras vozes, começou apresentar algumas inovações: eram mais vivas e não possuíam refrão e podiam ser cantadas nas próprias casas. Isto empolgou os ingleses do século XVI e se tornou um grande sucesso. Esse novo estilo musical recebeu o nome de “madrigal”.

Ouça um madrigal da Renascença 

Mas, tanto os motetos como os madrigais compostos na Renascênça tinham uma preocupação: a estética, inspirados nas antigas obras gregas e romanas. Assim, a harmonia entre a melodia, os instrumentos e as vozes, passou a construir uma nova ideia de “belo”.

Os principais compositores desta época foram:

WILLIAM BYRD - (1542 a 1623) – compositor inglês, filo de músico, aluno de Thomas Talles, católico. Foi organista da Lincoln Cathedral (1563), cantor do coro da Capela Real (1570) e organista da Capela Real (1575). Adepto da tradição polifônica, suas obras se destacaram pela variação do virginal, canções, motetos e hinos religiosos. Foi o primeiro a compor madrigais na Inglaterra. Em 1611, escreve uma série deles e edita.

JOSQUIN DES PRÉZ – (1440 A 1521) – natural dos Países Baixos (Holanda), foi mestre de uma capela pertencente ao duque Galeazzo Maria Sforza, em Milão (Itália). Em 1499, entra para o serviço do Papa Sisto IV e em 1505, vai para a França a serviço de Luis XII.  Grande compositor, moderno para a época, recebe o título de “príncipe dos Compositores” por suas obras comoventes e pelo fato de ressaltar o sentido das palavras cantadas. Sua obra é composta por 20 missas completas para 4, 5 e 6 vozes, mais de 100 motetos, hinos e salmos e, 74 canções.


GIOVANNI PIERLUIGI PALESTRINA – (1525 a 1594) – italiano de nascimento, dedicou sua vida para a Igreja. Foi cantor de coro na Capela Sistina e na Capela de Giulia, maestro do coro das igrejas de São João Latrão e St Maria Maggiore, músico do Cardeal Ipplito II d’Este (em Trivoli) e volta à Capela de Giulia, onde vive até sua morte. Palestrina foi o melhor compositor do estilo coral polifônico da Igreja Católica Romana, com uma linha vocal longa e sinuosa que se assemelha uma oração. Sua produção musical é rica e criativa, composta de 104 missas para 4 a 8 vozes no estilo gregoriano e temas populares (375 motetos, 68 ofertórios, 65 hinos, 35 magnificats, 5 lamentações, 56 madrigais espirituais e 9 músicas para órgão). Em músicas profanas, fez três coletâneas editadas em 1555, 1581 e 1586 respectivamente.


GIOVANNI GABRIELI – (1555 a 1612) – italiano de nascimento e sobrinho de Andrea Gabrieli e sucessor do tio por sua fidelidade no estilo musical. Compôs muitas sinfonias sacras e canções para os policorais. Foi um excelente organista e professor de música. Porém, depois de sua morte sua música caiu no esquecimento. Foi o maior compositor do seu tempo.

ANDREA GABRIELI - (1510 a 1586) - italiano, compositor e organista, tio e tutor de Giovanini Gabrieli. Organizou inúmeros policorais.

CLÁUDIO MONTEVERDI – (1567 a 1586) – compositor italiano e regente do coro da basílica de São Marcos (Veneza). Rejeitava as tradições polifônicas e foi um grande inovador, ao coloca instrumentos, dissonâncias e cromatismos em suas músicas. Era violinista e deu aulas para muitos alunos que ficaram famosos em sua época. Casado, perdeu mulher e dois filhos com a peste, razão pela qual tornou-se sacerdote em 1632. Compôs músicas sacras para missas e festas religiosas, compôs e publicou 9 livros de madrigais e óperas, sendo a mais importante destas O Orfeo”, considerada a primeira grande ópera, além de ter como acompanhamento uma orquestra inteira (a primeira na História da música) e composta por 40 instrumentos. Monteverdi foi o último dos polifonistas e seus últimos madrigais já mostravam um novo estilo musical: o barroco.

Fontes:
http://www.oliver.psc.br/compositores/historiamusica.htm

domingo, 8 de dezembro de 2013

A MÚSICA NA IDADE MÉDIA (II)

Retomando o tema "MÚSICA", devemos lembrar que, no decorrer dos séculos XII e XIII, os trovadores, poetas e músicos produziram grande quantidade de canções. Podiam ser tocadas por dois ou mais instrumentos e serviam para animar as festas e feiras, onde as danças também estavam presentes.

Os instrumentos musicais eram bastante variados: a viela (primórdio do violino), o alaúde, a flauta doce (de tamanhos variados), a gaita de fole, o trompete medieval (reto) e os triângulos, sinos e tambores (como instrumentos de percussão) eram os mais encontrados.

Os principais compositores dessa época foram: Perotin (séc. XII), Leonin (séc. XII), Guido d’Arezzo (995 – 1050), Philippe de Vitry (1290 – 1361), Guillaume de Machaut (1300 – 1377), John Dunstable (1385 – 1453). 

Precisamos lembrar também que, embora muitas dessas músicas tinham letras, os cantores não seguiam o ritmo tocado. Já no canto gregoriano, todos cantavam a mesma melodia (como se fossem um só) e não havia instrumentos musicais. Portanto, um gênero homofônico.

 Assista ao vídeo e conheça a música trovadoresca da Idade Média


Mas, a Igreja começou a ficar incomodada pois o povo repetia os cantos gregorianos em todos os lugares. O incômodo foi tão grande que a Igreja decidiu botar um ponto final e fazer uma separação: os cantos litúrgicos deveriam ser cantados apenas nas Igrejas e pelos padres e monges. O povo poderia cantar o que quisesse e onde quisesse, mas não podiam cantar músicas litúrgicas.


CANÇÕES PARA O POVO

Por causa da proibições da Igreja surge, no século XIII, um gênero musical polifônico, ou seja, aquele em que há um texto distinto para cada voz, ou seja, enquanto um canta uma coisa, o parceiro canta outra. Na idade Média, esse gênero musical ficou conhecido como MOTETO (também conhecido como: “motete”) ou “mot ” – como era usado na França e significava “palavra”.

Assista ao vídeo para conhecer um moteto medieval


Para a Igreja, todos os cânticos e músicas populares eram consideradas “profanas”. Na França, na Espanha e na Inglaterra, os motetos eram cantados na própria língua desses países e não em latim, como acontecia nos cânticos litúrgicos.

Inúmeros “motetos” foram compostos. E a medida que o tempo passava, iam ficando cada vez mais sofisticados. Como música profana, o moteto teve seu ponto alto no século XVI. Dele surgiu a música barroca e, mais tarde, serviu de inspiração e uso para inúmeros compositores românticos.


CANÇÕES PARA A IGREJA

Com a separação entre cantos profanos e litúrgicos, a Igreja resolveu aceitar outros cânticos litúrgicos que não eram gregorianos.

No início, o sistema musical do canto gregoriano era semelhante ao sistema estabelecido pelos gregos, ou seja, as frases continham 8 sílabas. Ao longo do tempo, este sistema foi sofrendo modificações devido ás necessidades da letra ou para dar mais sonoridade. Assim, uns ficavam com 8 sílabas e outros com número de sílabas mais numerosas.

Os cantos não gregorianos possuíam um sistema cujas frases pareciam fluir com mais facilidade. Era um sistema decânone, ou seja, continha 10 sílabas. O Canto Visigótico ou Canto Moçárabe que era praticado na Espanha antes da invasão dos árabes e que foi conservado até 1071, é exemplo disso. Recuperado pelo Cardeal Cisneros, no final do século XI, era praticado em pouquíssimas igrejas de Toledo e, mais tarde, foi proibido pelo Papa Gregório VII. No entanto, foi recuperado entre os anos de 1500 e 1502.

Conheça a música sacra gótica assistindo ao vídeo.



Por isso, a Igreja resolveu organizar e regulamentar os cânticos religiosos. Para colocar em prática esta nova organização levou tempo. Mas, o processo foi gradual e intelectual.

Nessa reformulação, a Igreja manteve a homofonia e o ritmo baseados no número de sílabas e a ausência de instrumentos musicais, como nos cantos gregorianos de 1250, iniciado por Jerônimo de Moravia. Mas, introduzia as notas musicais fazendo com que cada nota correspondesse a uma ou mais sílabas.

Este sistema foi sofrendo pequenas modificações durante alguns séculos, até que surgisse o “Motu Próprio” do Papa Pio X, que reviu e” acumuladas reconsiderou as alterações do canto gregoriano e o livrou das “impurezas.

Fontes:

GROUT, D. J.; PALISCA, C. V. História da Música Ocidental. Lisboa: Gradiva, 1994..

vídeos Youtube

http://www.blogger.com/video-thumbnail.g?contentId=ca65264c61c70ae2&zx=m80ie4g509w2

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

UM PRESENTE DIFERENTE... E BARATO.

Olá pessoal! O Natal está chegando e a maioria das pessoas andam com o bolso curto.

Que tal fazer um presente bonito, útil e barato? E o melhor, feito por você mesmo. Eu fiz e o pessoal adorou!

Veja como é fácil! Arranje caixinhas de MDF na quantidade, tamanho e modelo que desejar.Eu preferi as pequenas porque pensei em um porta-jóias, mas podem servir para outras coisas, um "porta-tudo". Dê uma lixada para tirar alguma rebarba (que insistem em aparecer) e mãos a obra.

Comece pela tampa que é mais trabalhosa. Risque na tampa o motivo que desejar. Eu adoro flores, por isso, foi o tema das minhas caixinhas e bem femininas, já que eram para as mulheres de minha família.



Cubra o desenho com tinta de PVA branca, para que o efeito fique melhor.A secagem é rápida.

Depois, com giz de cera escolar, pinte o desenho. Pode ser numa cor só, ou bem colorido como eu fiz. Mas, aperte bem o giz contra a madeira para que a cor sobressaia.


Terminada a pintura com o giz, cubra tudo com tinta nanquim na cor desejada. Eu escolhi o preto, mas você encontra também nas cores: vermelha, amarela, azul e verde. É bem baratinha e se encontra em qualquer papelaria. Dê duas ou três demãos para que fique bem bonito. 

Pinte as caixas, por dentro e por fora, direto com o nanquim. Dê duas ou três demãos  também. A secagem é rapidíssima. 


Volte à tampa e com uma lixa fina, lixe sobre o desenho pintado. O nanquim sai e desenho aparece. No meio do desenho aparece uns riscos da tinta, dando um aspecto rústico ao trabalho. É o que dá todo o charme.



Fiz ainda uns arabescos com tinta com purpurina para dar um toque pessoal. E passei verniz (uma demão). Escolhi um verniz brilhante, mas pode ser usado o fosco, que fica mais rústico.

Veja as flores que desenhei na tampa.





 

E veja como ficaram bonitas depois de prontas. 



quarta-feira, 20 de novembro de 2013

A MÚSICA NA IDADE MÉDIA (I)

Na Idade Média a música se expandiu. Criaram-se vários estilos. Foram tantos os estilos que se tornou impraticável fazer um apanhado único. Por essa razão, a história da música universal prefere estudá-la por continentes e por nações. Mas, ainda assim, vamos tentar resumir.

Durante muito tempo a música foi uma transmissão oral. Como transmissores da cultura dessa época estão os menestréis e os trovadores.

OS MENESTRÉIS


Os menestréis, (também chamados de “bardos”) eram cantores, músicos e malabaristas. Eram viajantes errantes que iam de um lugar para outro em companhia dos saltimbancos (atores). Compunham suas próprias músicas e letras que contavam fatos reais ou imaginários e falavam de lugares distantes. Mas, também aprendiam e repetiam as canções de outros menestréis. Apresentavam-se para o povo, mas de vez em quando, eram contratados para as festividades da corte. E quando as cortes se sofisticaram, os menestréis foram substituídos pelos trovadores.

OS TROVADORES


Diferente dos menestréis que eram gente do povo, os trovadores eram nobres. Eles compunham uma poesia e depois colocavam a música sobre um tema. O amor era o tema preferido. Vários trovadores também eram errantes. Também apresentavam-se para a corte e para o povo, divulgando suas próprias canções ou as de outros trovadores.

A IGREJA E MÚSICA


Com a queda do Império Romano e o advento do cristianismo, a Igreja assume um papel importantíssimo na vida das pessoas e para a música, em particular. Para unificar a fé e fortalecer o cristianismo tudo tinha que ser aprovado pela Igreja. O casamento entre os nobres, por exemplo, precisava do aval da Igreja.

Nessa época, os gregos já haviam criado um sistema de teoria e de escrita musical. Porém, foram os monges os grandes responsáveis pela divulgação desse sistema, selecionando uma série de cânticos litúrgicos e copiando-os para que pudessem ser apresentados nas Igrejas e durante os cultos. Alguns monges também compuseram cânticos. E dessa forma, formaram um acervo enorme.


neumas

Esses cânticos tinham transmissão oral e variavam de acordo com a raça, a cultura, os rituais e os hábitos musicais de cada povo. O sistema de escrita desses cânticos tinham inicialmente a finalidade de ajudar as pessoas a memorizarem as letras, mas, já apareciam alguns símbolos musicais que eram chamados de “neumas”. Com o tempo, essa escrita foi se aperfeiçoando e ficando cada vez mais precisa.

O CANTOCHÃO

Os cânticos de louvor a Deus (litúrgicos) tinham a forma de oração. Tinham melodia simples e seguiam o ritmo das palavras. Conheça o Canto Gregoriano assistindo ao vídeo.   



Esta forma de cantar recebeu o nome de “cantochão” e, mais tarde (590 d.C), passou a se chamar “Canto Gregoriano”, que ainda hoje é utilizado. A língua usada nesses cânticos era (e ainda é) o Latim.

canto profano

Foi nessa época que começou a haver uma separação entre a música litúrgica e a música popular ou profana. Outra separação que houve nessa época, foi a dos instrumentos que acompanhavam esses cânticos. Para as músicas religiosas, apenas o órgão era permitido. Já para as músicas populares ou profanas todos os outros instrumentos eram permitidos. A língua usada nos cânticos populares era o dialeto de cada região.

Fonte:
http://idademedia1a.comunidades.net/index.php?pagina=1124825865

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

A MÚSICA E AS PRIMEIRAS CIVILIZAÇÕES (II)

A música da Antiga Grécia Clássica serviu de base para a formação dos sistemas de escalas da música ocidental.

Os hebreus e judeus deixaram grande registro escrito. O torá e os pergaminhos com textos religiosos nos dá dados precisos de sua história e de sua cultura. Esses documentos revelam que a música fazia parte dos descendentes de Adão e Eva. Mais tarde, por ser um povo constituído por tribos nômades, sua cultura musical provavelmente teve a influência de inúmeros povos. Porém, somente o reinado de Davi, a música chega ao povo e passa a se desenvolver mais plenamente. No reinado de Salomão, após a união das 12 tribos é que a música hebraica adquire características próprias.



Mas, a exemplo de outros povos da antiguidades, os hebreus também não deixaram escritos sobre suas teorias musicais, sistemas de notas e escalas ou de estilos. No entanto, como revela o Antigo Testamento, a música tinha uma função social importante, principalmente, nas festividades religiosas, principalmente no Templo de Jerusalém) e nas familiares.
Quanto aos instrumentos, os de sopro eram os mais variados como: trombetas, trompas, o shofar, flautas, oboés. Nos de percussão apareciam: os tambores, os sistros e os crótalos. Nos de corda: as liras, as cítaras e as harpas.



Segundo a mitologia hindu, o deus Shiva é quem ensinou a música aos homens há 6000 anos a.C. No entanto, estudos e achados arqueológicos comprovam que os hindus já tinham uma civilização sedentária e próspera dois milênios e meio antes. Ainda assim, é muito provável que essa civilização tenha desenvolvido uma cultura musical influenciada pelos povos da Mesopotâmia. Apesar os Vedas tenham deixado uma vasta documentação mitológica e religiosa do povo hindu, nada foi escrito de preciso sobre a música, suas teorias e instrumentos.



Na China, os primeiros povoamentos se formaram às margens do Rio Amarelo ou Huang-He e deram origem a uma importante civilização. A música desempenhava papel importante na sociedade, os músicos eram bastante respeitados e os instrumentos musicais tiveram grande desenvolvimento. As liras e cítaras  e um órgão de boca chamado “sheng” eram usados no 3º milênio a.C. O sistema Lyu, um escala musical chinesa que fixava intervalos, foi inventada durante o reinado de Huang-Ti ( de 2698 a 2598 a.C.), sistema que permanece em uso até os dias atuais e que sofreu pequenas modificações com o passar do tempo. No entanto, todas as outras invenções e descobertas sobre a cultura desse povo foi perdida numa queima de todos os livros, ordenado por um decreto imperial em 212 a.C. Mas, ainda assim, a música perpetuou por meio de ensinamentos tradicionais e passou a influenciar a música dos países do leste asiático.

Fonte:
CANDÉ, Roland. HISTÓRIA UNIVERSAL DA MÚSICA. São Paulo: Martins Fontes. 2001.
WISNIK, José Miguel. O SOM E O SENTIDO. São Paulo: Cia das Letras. 1999.

domingo, 10 de novembro de 2013

A MÚSICA E AS PRIMEIRAS CIVILIZAÇÕES (I)

Ao longo das margens dos rios asiáticos surgiram as primeiras aldeias. A escolha dessas regiões foi devido a água abundante e das terras férteis. Os moradores das aldeias dedicavam-se a atividades ligadas com a magia, a saúde, a filosofia e a política. Não faltavam as divindades, os cultos e rituais. Frequentemente, guerreavam e as vitórias eram comemoradas com grandes festas. E era nos cultos, nos rituais e nas festas que a música estava presente. E foram as músicas dessa época que serviram de base para que o desenvolvimento musical acontecesse.


Os sumérios (povo da Mesopotâmia que viveu a 6.000 anos a.C.) eram de uma cultura riquíssima que floresceu e influenciou os egípcios, os fenícios, os babilônios e os hebreus. Sua música era importante nos rituais solenes ou familiares. Infelizmente, esse povo não deixou registro escrito dessa riqueza cultural, mas documentos encontrados em sítios arqueológicos revelam que suas músicas possuíam uma escala de sete sons. A descoberta de vestígios de instrumentos musicais nesses sítios, revelam a presença de harpas, flautas de cana e de prata, liras de 5 a 11 cordas, alaúdes e harpas com coluna de apoio.

Os sumérios, por sua vez, deixaram numerosos documentos que mostravam como a música eram importantes para eles. Documentos em forma de pinturas, esculturas, baixo-relevo e em textos literários. Os músicos tinham o maior prestígio nessa sociedade e eram reverenciados como sábios.
Na Suméria, a música era tão importante que os músicos dos povos conquistados eram poupados da morte e de outros castigos e levados para as cidades para que ensinassem sua arte ao povo. Foi ainda nessa cultura que a primeira orquestra foi formada. Uma orquestra composta por 150 componentes entre instrumentistas e cantores, segundo fontes documentais.
As pinturas e afrescos dos egípcios indicam que a música teve origem tão remota quanto a dos povos da Mesopotâmia. Durante dois milênios (do 6º ao 4º a.C.) a dança era a principal manifestação musical entre os egípcios. Os instrumentos musicais vinham, provavelmente, da Suméria e/ou dos povos sul-africanos.
Nas dinastias dos anos 2635 a 2060, a música egípcia atinge seu apogeu. Pequenos conjuntos musicais com seus cantores, flautistas e harpistas, bem como danças coreografadas em homenagens aos faraós, foram representadas em pinturas e inscrições nas paredes dos grande palácios e monumentos.
Nas dinastias Império Médio, conjuntos musicais maiores e orquestras foram representados. Nessa época, ficaram registrados também que harpas, alaúdes, liras, flautas, flautas de palheta dupla (que deram origem aos oboés), trombetas, tambores e crótalos faziam parte dos instrumentos musicais da época. Instrumentos que foram aperfeiçoados na dinastias do Império Novo. A música passa a ser essencial nos rituais e nos eventos militares.

Durante as escavações dos monumentos, pirâmides e templos egípcios, vários desses instrumentos musicais foram encontrados. Após uma série de estudos descobriu-se que esses instrumentos não possuíam uma afinação fixa, o que impedia que as escalas musicais fossem definidas. Também não foram encontrados registros escritos que explicassem como eram realizados os sistemas de notações, nem sobre suas teorias musicais. Tudo leva a crer que os músicos não eram pessoas que gozavam de prestígio. Ao contrário, as pinturas mostram que os músicos se vestiam como escravos e estavam sempre ajoelhados, como pessoas subalternas.
A decadência da cultura musical egípcia ocorre na mesma época do declínio do Império Egípcio e que as seguidas invasões gregas e romanas exerceram grande influência sobre ela. Músicos gregos eram contratados para integrar a corte e levavam consigo seus próprios instrumentos. Um órgão hidráulico (rudimentar) foi encontrado nas escavações dos monumentos dessa época.

continua
Fonte:
CANDÉ, Roland. HISTÓRIA UNIVERSAL DA MÚSICA. São Paulo: Martins Fontes. 2001.
WISNIK, José Miguel. O SOM E O SENTIDO. São Paulo: Cia das Letras. 1999.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

A HISTÓRIA DA MÚSICA

INTRODUÇÃO

A música está na vida do ser humano. Ás vezes, com maior intensidade; outras vezes, com menos. A música causa prazer para o corpo e para a alma e desperta sentimentos e emoções. Esta é razão pela qual esteve e continua presente em todos os povos e em todas as culturas e em todas as épocas.


E, como tudo na vida, a música tem sua história. Uma história que evoluiu gradativamente e foi adquirindo vertentes, desdobramentos e subdivisões de acordo com cada cultura, com cada povo e em cada época.

Mas, a música não tem uma história única. Podemos falar da história da música ocidental, da história da música oriental, da história da música popular do oriente e do ocidente, da história da música no Brasil, na Espanha, na França ou no Japão.  Cada estilo musical tem, ainda, sua própria história, como a do Samba, do Maxixe, do Charleston, do Reggae, do Rap ou do Fank. Cada instrumento musical também tem histórias para contar.

A música surgiu com os primeiros grupos humanos. A arte rupestre nos mostra que os primeiros homens pareciam apreciar o canto e a dança. Outras figuras, parecem mostrar que também apreciavam tocar instrumentos musicais. Não se pode precisar se o canto surgiu antes ou depois da música. Da mesma forma como não dá para ser precisa se a música surgiu com batidas de paus numa pedra ou no chão ou se surgiu com a percussão corporal. Tudo o que temos são fragmentos.

 


Mas, o trabalho de pesquisadores interessados traduzidos em literaturas. Assim, nos baseamos na “História Universal da Música”, de Roland Candé, que mostra uma sequência aproximada de fatos que podem ter ocorrido. Também contamos com um pensamento vivo e atuante que nos torna capazes de imaginar como tudo acontecia.

Ao contarmos esta história faremos um apanhado dos eventos mais importantes de cada época. Eventos que garantirão a compreensão do como a música evoluiu e de como influenciou a vida das pessoas nas diferentes culturas. Tudo isto para que possamos entender porque gostamos tanto dela.

 A MÚSICA NA PRÉ-HISTÓRIA



Imaginemos que, ao bater uma pedra em outra ou atirando-a ao chão, os primeiros homens tivessem se encantado com o som produzido. E mostraram esse som aos outros do grupo. Os companheiros, igualmente encantados e numa atitude de imitação, tentaram reproduzi-lo. A princípio com pedras e aos poucos com paus e ossos. E foram descobrindo e experimentando vários sons. Alguns semelhantes, outros, diferentes.

O mesmo aconteceu quando alguém bateu no peito, no ventre ou uma mão na outra, por acaso. Ficaram surpresos e encantados com o som produzido. E novamente vieram a imitação, a experimentação e novas descobertas. O resultado disso, surge a “percussão corporal”. As palmas estão nesta categoria.

A alegria e o prazer encontrado nessas descobertas fizeram com que os primeiros homens vibrassem e quisessem festejar. E o faziam com gritos e com imitações dos sons da natureza.

Na era paleolítica, por conta de inúmeras descobertas feitas, os homens primitivos já possuíam um cérebro mais desenvolvido e também já eram capazes de transformar as coisas e de controlar os acontecimentos. Dessa forma, passaram a controlar os gritos em termos de altura, intensidade e timbre de voz. É quando surge o homo sapiens. Um tipo de homem mais sábio, inteligente e mais capaz.

Com o desenvolvimento da inteligência, o homem pode construir instrumentos para o trabalho e para melhorar seu modo de vida. Os instrumentos e os materiais utilizados para confeccioná-los também evoluíram de acordo com a necessidade e com novas experimentações e descobertas.

Após o trabalho cansativo do dia, certamente os homens daquela época queriam descansar e relaxar o corpo. Foi bom por um tempo, mas, sentiam a necessidade de relaxar a mente também. A princípio, usavam os gritos. E esses gritos foram se transformando em sons guturais que, pouco a pouco, foram se modificando e fazendo surge a linguagem oral. O homem já podia falar. E para isso, usavam a diversão em forma de conversas ao som da fogueira. E das conversas, algumas brincadeiras e jogos foram inventados. E do falar para o canto foi mais um passo evolutivo.

E se foram capazes de transformar os objetos do meio em instrumentos de trabalho, certamente, transformaram outros objetos em instrumentos destinados ao lazer. Surgiram, então, os primeiros instrumentos musicais. Rudimentares, mas serviam ao seus propósitos.

  

 Com o tempo, estes instrumentos foram evoluindo. Outros materiais foram descobertos e utilizados. E os instrumentos musicais ficaram mais sofisticados: como o xilofone e litofones.

No período neolítico, os homens primitivos sentiam a necessidade de instrumentos e ferramentas mais leves e mais fácil de serem transportadas de um lado par outro. E na exploração do ambiente na tentativa de encontrar um material de acordo com suas necessidades, descobrem os metais (5 000 anos a.C.)

Com a descoberta do cobre e do bronze e, consequentemente, da metalurgia, tudo se transforma e fica cada vez mais sofisticado. Surgem, então, os primeiros instrumentos afináveis, ou seja, os sons produzidos podiam ser mais nítidos e ao gosto de quem os produzia. Com isto, são criados os primeiros membranofones (tambores) e os cordofones (instrumentos de corda).

 



Os homens neolíticos decidem fincar raízes num lugar e deixam de ser nômades. Criam aldeias e desenvolvem a agricultura e uma economia com divisão de trabalho. E assim, com povoamentos distanciados uns dos outros criam as diferentes civilizações e culturas. E a música adquire características próprias em cada uma.  Sistemas de escalas e harmonia são criados para atender ao gosto de cada povo. Depois, são associadas ao canto e a dança

Fonte:
CANDÉ, Roland. HISTÓRIA UNIVERSAL DA MÚSICA. 2001, São Paulo: Martins Fontes. ISBN 8533615000