quinta-feira, 22 de setembro de 2016

A MODA NO PERÍODO ROCOCÓ


Louis XIV no leito de morte

Quando o Rei Louis XIV morreu, quem assumiu o reino da França foi seu neto que contava com 5 anos de idade. Por isso, durante 15 anos, o governo da França foi governado por um regente. Já crescido, aos 20 anos, o novo rei assume o trono. Esse rei é Louis XV, um homem estudado, amante das letras e das artes. É nessa época que começa um novo período da história: o “Período Rococó” que vai de 1730 a 1789, quando se dá a Revolução Francesa.
Esse período é marcado pela falta de moderação em todos os setores. Cheio de excessos e exageros atingiram a arquitetura, as ciências e as arte. O luxo e a pobreza nunca foram tão flagrantes quanto neste período. A riqueza e a pompa na decoração dos castelos encobriam a pobreza do povo francês. Os caprichos, as bizarrices e a excentricidade eram a tônica deste tempo.


pintura do período Rococó

Mas também foi um período em que as artes ganharam muita luz. As telas ganharam vida com um colorido mais vivo, cheios de detalhes da natureza. Um período em que a natureza e seus elementos eram vistos com toda sua beleza natural. Discussões, argumentações e justificativas sobre a natureza eram a preocupação dos filósofos da época. Uma ideia que se propagou em tudo o que faziam. A moda eram os enfeites e decorações sobre o tema. Nem é necessário dizer que essa moda atingiu o vestuário e seus acessórios, não é mesmo?

A MODA FEMININA
Se na época barroca haviam excessos, na era Rococó os exageros continuaram a todo vapor. Os cabelos continuavam compridos e os cachos continuavam na moda. Porém, os cabelos femininos passaram a ser presos nas laterais ou na nuca e as pontas terminavam em uma profusão de cachos.
As mulheres da realeza e da nobreza usavam verdadeiras arquiteturas nos cabelos, montadas com armações de arame ou almofadinhas para dar volume (as frontages) no alto da cabeça. Essas “fontages” eram cobertas pelos cabelos. Dessa maneira, os penteados ficavam enormes, trabalhados com muitos detalhes e muito pesados. Sem falara que eram bastante incômodos. Além disso, recebiam enfeites de flores, chapéus, fios de pérolas ou apliques de pedras preciosas.


 

Há quem diga que haviam frontages de um metro de altura. A moda entre a realeza e suas cortesãs era quanto maior e mais alto, melhor seria. Mas para que esse exagero? Simples. Para ostentar riqueza e poder.

Os chapéus contrastavam com a altura do penteado. Os mais altos recebiam chapéus pequenos. Os penteados mais baixos recebiam chapeús maiores, enfeitados com flores, folhagens, penas, laços e rendas que cobriam o rosto ou a pare dos olhos. Algumas vezes, colocavam uma tiara ou arranjos florais, mas dependia da ocasião, como por exemplo, um passeio no campo.
As mulheres ricas gastavam horas para se pentearem. Além do que, o peso de todo o aparato, era bastante incômodo. Mas o tempo “do exagero do exagero” durou pouco. Logo vieram os cabelos mais baixos, com penteados com mais detalhes (tranças, torcidos e cachos) enfeitados com menos extravagância e mais bom gosto.


Uma das figuras mais expressivas desta época foi Maria Antonieta, esposa de Louis XV e rainha da França. Uma mulher polêmica, de gostos excêntricos e supérfluos. Mulher que foi amada por poucos e odiada por muitos. Mas, suas roupas, os penteados, chapéus e sapatos ditavam moda e serviam de inspiração para o mundo todo. Foi a partir da entrada de Maria Antonieta na História, que a França se tornou o centro de referência da moda.
O Período Rococó foi a época em que os alfaiates e costureiras tiveram muito prestígio e eram cercados pelas honras palacianas, devido a originalidade, a criatividade e a valorização dos corpos femininos nas roupas que faziam.



Para dar uma forma perfeita ao corpo feminino, as costureiras inventaram os “espartilhos” que eram muito apertados e com decotes bastante cavados e deixavam parte dos seios a mostra. Sobre eles vinha uma peça triangular feita de tecido bordado ou enfeitado com fitas, rendas ou babados e que encaixavam no decote e prendiam na cintura. Eram chamados de “corselet”.
Alguns corselets apresentavam mangas falsas. Mas essas mangas eram mais curtas e mais justas que as mangas barrocas e arrematadas com os mesmos enfeites do decote.

Para os quadris ficarem mais volumosos, as mulheres usavam armações laterais feitas de arame grosso. Conta-se que essas armações eram tão grandes que não passavam nas portas dos palácios. Por isso, precisaram ser alargadas. Para dar volume na região das nádegas, criaram-se as “anquinhas”, também feitas de arame. E sobre elas iam as anáguas, as saias e as sobressaias, geralmente abertas na frente dando visibilidade para a saia.

 
                           armações laterais                                         anquinhas

Os tecidos também ganharam desenhos de flores e outros elementos da natureza que estavam na moda. Esses desenhos eram feitos em fios de seda e que contrastavam com um tecido de fundo da mesma cor e opaco.

Para completar o vestuário e combinar com o restante, sapatos de salto mais alto e enfeitados com fitas e laços.

MODA MASCULINA


Os homens usavam uma calça justa até os joelhos sobre uma meia uma meia longa e branca. Um camisolão curto e com mangas (precursor da camisa) arrematadas com um babado de renda. Podia ter ou não ter gola.

Por cima desse camisolão, usavam um colete que podia ser igual ou contrastando com tecido da calça e da casaca. Sobre o colete usavam uma casaca comprida até os joelhos ou um pouco acima dele, do mesmo tecido e cor da calça. Essa casaca era acinturada e fechada à frente por alguns botões. Era também bordada ou enfeitada com fitas.

Como uma espécie de gravata, os homens usavam um “jobot”, uma espécie de babado feito de renda larga ou de um tecido fino e acabado com uma renda estreita. Para combinar e completar o vestuário, sapatos com salto alto e enfeitado por uma fivela.

                          perucas curtas                                         perucas mais longas

Os cabelos masculinos deviam ser longos caindo sobre os ombros. Mas, conta-se a boca pequena, que o rei Louis XV, ao ganhar mais idade, foi ficando careca. Vaidoso como era, logo mandou que lhe confeccionassem uma peruca. E assim virou moda. Cortesão que quisesse estar bem apresentável, tinha que usar peruca.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

O VESTUÁRIO NO PERÍODO BARROCO

O período barroco (de 1600 a meados de 1700 d/C) caracterizou-se pelos excessos, fossem eles na decoração dos castelos, na arquitetura ou nas artes em geral. Os pintores executavam suas obras com luz e sombra e mostravam a austeridade e a melancolia de uma época incrível.

Os tons mais claros (luz) representavam os momentos de alegria e de euforia. Já os tons mais escuros representavam as durezas da vida, os anos de humilhações, revoltas e as recriminações dos Luteranos para que a Igreja trouxesse de volta das regras e das atitudes mais rígidas.

Os excessos beiravam ao exagero, também atingia em cheio os vestuários feminino e masculino.

No início dos anos de 1600, as pessoas ainda se vestiam como no período do Renascimento. A única novidade é que, ao final do século anterior haviam surgido os “rufos”, uma espécie de gola pregueada, alta e enormes feita de renda, que se usava em torno do pescoço e por cima da roupa. O mesmo motivo se repetia nas mangas. Mas, por volta de 1627, homens e mulheres passaram a se enfeitar mais.

A MODA DA REALEZA


No período barroco, os homens mais ricos usavam cabelos compridos abaixo dos ombros, mas agora, com cachos. Passaram a se barbear, deixando o rosto a mostra. No entanto, conservavam o bigode que, era mais fino que o anterior. Como a moda era “enfeitar-se”, os homens passaram a usar chapéus de abas largas e enfeitados com plumas. Nos pés sapatos baixos com sola inteiriça ou botas de cano longo.
As roupas mantinham o exagero da época. Usavam um tipo de bermuda larga e presa aos joelhos com babados de renda e laços, sobre meias longas feitas de seda brancas ou coloridas para combinar com o vestuário. Por cima, usavam uma espécie de saia. Por cima disto tudo, ia um paletó acinturado (marca da época) e enfeitado com jabô de renda, em substituição aos rufos. 



As roupas femininas ganharam mais volume, eram muito pesadas e com o uso de grande quantidade de rendas. Perderam os rufos e ganharam golas de renda enormes, feitas de rendas. O traje feminino completo era composto de uma camisa de linho, espartilho (que modelava a cintura e o quadril), decote bem marcado e baixo, 8 anáguas (para dar volume) e por cima uma saia aberta para mostrar a última anágua (forthigale – como eram chamadas). 

Uma curiosidade sobre as anáguas é que as primeiras tinham uma armação de arame. Outras seis levavam bastante pano para esconder esses arames e, na barra, enfeitadas com gaze ou rendas. Por fim, a oitava era bem bonita e enfeitada com bordados ou laços de fita. Completava o vestuário um manto (pesado ou leve conforme a ocasião e o modelo do vestido), chapéu e um par de sapatos com pequenos saltos quadrados.

Os chapéus eram muito altos. A altura era dada por armações de arame (chamados fontage) e forrados com gazes ou rendas e laços de fita. As mulheres sempre gostaram de usar joias para se enfeitar. Nesta época, quanto mais fossem usadas e misturadas umas ás outras, melhor era.


ROUPAS DE TODOS OS DIAS NAS CORTES

 
Neste tempo, destaca-se a fabricação dos brocados, veludos, sedas e tafetás grossos usados em roupas para sair ou para festas. Habitualmente e para ficar em casa, o homem comum usava uma espécie de bermuda bufante e larga presa na altura da coxa (ainda detalhes do renascimento) sobre umas meias longas, bota de salto e chapéu de abas.

As roupas femininas e masculinas ganharam mais volume e enfeites exagerados, mesmo quando não haviam compromissos.

Já as mulheres usavam uma roupa cilíndrica, combinada com um espartilho. Festão ou rufos ao pescoço feito em renda de bilro, proveniente da Itália. A mesma renda aparecia nos punhos das mangas de uma espécie de casaco acinturado. 

Os cabelos femininos eram compridos e divididos ao meio e preso num coque alto e adornado com pérolas. Já a moda de cabelos masculinos exigia cabelos longos e soltos sobre os ombros, barba aparada, com ou sem bigodes finos e costeletas bem pronunciadas. 

O DECRETO

Em 1933, surge um decreto, com o selo de Louis XIV, determinava que os cortesãos e suas senhoras deveriam vestir-se como mandava o decreto.  A realeza e seus nobres evitavam que as roupas usadas por eles fossem copiadas pelas classes mais baixas e fazendo com que a distinção social ficasse clara.


Os homens deveriam usar calças soltas. gibão (uma espécie de camisa) com mangas largas e punhos de renda, casaco curto por cima e com gola de renda baixa, e uma capa (manteaux) sobre um dos ombros. Deviam calçar botas de cano curto em forma de funil e um chapéu de abas cujo único enfeite era uma pluma. Podiam usar barba desde que tivesse forma triangular.

As mulheres deveriam usar uma camisola por baixo e várias anáguas. Sobre esta camisola vinha a peça principal que era uma saia (tambor, como era chamada) e um corpete amarrado na frente. 

A saia poderia ter três camadas de babados, para que tivesse uma aparência mais agradável e que foram chamadas de secreto (a mais comprida), modesto ( a do meio) e malandro (a mais curta). Como detalhe, a saia podia ter uma abertura mostrando a última anágua. O decote podia ser audacioso. O penteado (ou Egret) deveria ter uma franja encaracolada e visível. 



Em 1643, no reinado de Louis XIV, a França ganha o título de “O País da Moda” e influencia todos os países próximos e distantes. Como Louis XIV era baixo, gordo e careca, ele passou a usar roupas que lhe “parecia esconder” seus “defeitos”.

A partir de então até 1660, os homens comuns passaram a usar habitualmente uma jaqueta curta, calças retas (rhigraves) e justas até a altura dos joelhos de onde se prendia um enorme babado terminando com fita ou renda. Por cima, um novo babado que dava a aparência de saia. No pescoço um lenço com borda em renda  Para combinar, botas de cano curto e com salto mais confortável e na cabeça, as famosas perucas (hat), que foram usadas por muito tempo.


As mulheres, usavam um saia sobre os farthingales (anáguas). Como acessórios, os strass e decote canoa que deixavam os ombros a mostra. O “muff” era feito de pele de animais e servia para aquecer as mãos durante o rigoroso inverno europeu. Nos tempos ensolarados e quentes, os penteados subiam, as franjas encaracoladas davam ao rosto, um certo ar de “desleixo” ou de “casualidade”. O uso de sombrinhas foi o ponto alto da época e perdurando por muito tempo.

 A MODA DAS PESSOAS COMUNS

Tudo era muito simples e lembrava ainda as roupas do início do renascimento.



De 1660 a 1715, o período dos exageros começa a declinar. As jaquetas aparecem como a peça mais importante do vestuário masculino. O comprimento das calças é maior, abotoados, mais justo ao corpo. Há também a presença de bolsos. As mulheres comuns vestiam-se com um vestido simples e largo atado á cintura por um colete amarrado com fita ou por botões. Na cabeça uma espécie da capuz e manto que cobriam os ombros. Sapatos de salto mais alto nas cores preta e vermelho eram os mais comuns. 

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

O VESTUÁRIO NO RENASCIMENTO

No Oriente Europeu vivia o povo bizantino. Este povo dominou a moda no final da Antiguidade e sua influência chegou até o Ocidente do continente. O uso de calças (espécie de meia-calça) justas e coladas ao corpo se deve a este povo. Todos os homens e mulheres se vestiam de maneira semelhante. Podia variar na cor e nos ornamentos.
 

Como o passar do tempo, os homens passaram a usar por cima das tais calças uma espécie de calção curto e bufante. Cobriam o tronco com uma túnica enfeitada com fios de ouro. As mulheres vestiam túnicas longas (pareciam vestidos) e de corte simples. A diferença entre as túnicas femininas mais ricas eram os tecidos e os ornamentos com pérolas, pedras preciosas variadas e fios de ouro. As túnicas das classes mais pobres ermam mais simples e não tinham ornamento algum. Até então, bastava um pequeno detalhe para diferenciar as classes sociais, como por exemplo, o uso de um tecido longo e fino enrolado ao pescoço distinguia homens e mulheres da realeza da nobreza e do restante da população. No final da Idade Média, todos se vestiam basicamente iguais. E ninguém se preocupava com isso. Porém, tudo mudou quando chegou o Renascimento.

NO RENASCIMENTO (século XIV d.C)

O renascimento foi um período importantíssimo na História do Vestuário. Foi nesse período que surgiu o “conceito de moda”. A nobreza de Borgonha (França) e os ricaços que viviam na corte desses nobres não queriam mais se vestir como todo mundo. Queriam cortes pregas, ornamentos diferentes para que pudessem se destacar numa festa ou outro evento qualquer que fossem chamados a comparecer.Por isso, os nobres e os mais abastados passaram a se sentirem incomodados ao ver seu “modelito” sendo copiado por pessoas de classe social mais baixa. Mas, se irritavam ainda mais, se fossem copiados pelos burgueses (desprestigiados socialmente).


Para evitar que os novos ricos copiassem seus modelos, estabeleceram a ideia de “moda”. Vejamos como isto funcionava: Convidado à uma festa, um nobre mandava fazer uma roupa inovadora. Os artesãos faziam-na com capricho e procuravam fazer modelos mais criativos e diferenciados. Na festa, o nobre “brilhava” e o comentário de admiração era geral. Mas, se alguém a copiasse no todo ou em parte, esta roupa deixava de ser “moda”.

Naquele tempo, a moda era efêmera. Durava apenas uma ou duas aparições em festividades. E deixava de ser usada, caso o nobre visse ou ouvisse dizer, que alguém tinha usado uma roupa igual ou parecida com a sua.

Surge então os conceitos de “criação” e de “cópias”. Entendiam por “criação” a novidade ou exclusividade do modelo, criado ou realizado pelo artesão.  Já tudo o que se assemelhasse, parecesse ou lembrasse o tal modelo inovador, era considerado “cópia” e, portanto, sem valor criativo.Surgem as vestes mais requintadas e com muitos e belos ornamentos.


O trabalho de artesão da costura cresceu enormemente. Ganhou fama e prestígio. Os artesãos criavam modelos cada vez mais complicados e mais ousados no corte e na confecção. Muitos, precisavam contratar aprendizes do ofício para poderem dar conta das encomendas feitas pela nobreza que pretendiam se diferenciar das classes inferiores. Era tanto o prestígio destes artesãos que a nobreza e os cidadãos mais abastados passaram a criar roupas adequadas para cada estação do ano. Os artesãos gostavam deste prestígio do trabalho (por que tinham trabalho o ano todo) e da valorização pessoal (quanto mais conhecido, maior a quantidade de trabalho que tinha). E assim adquiriam mais e mais habilidades no cortar, no modelar, no ajustar ao corpo de cada cliente e de ornamentar iam conseguindo.


Outro fato importante da época, é que os artesãos sem tanto prestígio na esfera mais alta da sociedade, também passaram a melhorar suas habilidades confeccionando roupas mais simples para a população e vendendo a produção para comerciantes que, primeiro vendiam nas feiras. Mais tarde, passaram a abrir lojas especializadas em roupas femininas ou masculinas. Assim, artesãos e comerciantes conseguiam viver do seu trabalho.

E quanto mais costuravam, mais tecidos eram necessários. Pouco a pouco, as pequenas tecelagens caseiras foram se desenvolvendo. Um desenvolvimento que trouxe não só o lucro, mas também melhora na qualidade dos tecidos devido a experimentação de novos materiais transformados em fios. E os pequenos teares manuais se transformaram em grandes teares que produziam grandes quantidades de brocados, veludos, cetins e sedas, além dos já conhecidos. A consequência natural desse desenvolvimento fez com que surgissem pequenas indústrias têxteis.


 
sapatos masculinos no início da idade Média e ao final dela 
sapato feminino no início da Idade Média


Outro tipo de artesãos que prosperaram foram os fabricantes de sapatos, pois a “moda” também chegou a eles. Primeiro, diferenciando-se os sapatos femininos dos masculinos. Depois ganhando ornamentos de acordo com as vestimentas, depois a presença de saltos para homens e para mulheres. E, tempos depois surgem as pequenas indústrias de calçados.
sapatos femininos da nobreza ao final da Idade Média

Os panos enrolados na cabeça ou usados como véu dão lugar aos primeiros chapéus confeccionados a mão e em grande variedade. Baixos e mais discretos para os homens, mais sofisticados e mais altos e enfeitados com flores, penas e plumas para as mulheres.

chapéus masculinos na idade Média

chapéus femininos na Idade Média



Em meio a todo esse desenvolvimento, houve a queda do Império Bizantino. Já não tendo como influenciar nas tendências do vestuário, o domínio da moda desperta e passa para o Ocidente Europeu, Tendo a França o centro deste domínio e ditando a moda usada pelos seus nobres para o mundo todo.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

O VESTUÁRIO DOS PERSAS E DO INÍCIO DA IDADE MÉDIA

Os persas foram um dos primeiros povos a medir e cortar os tecidos para ajustar e modelar a roupa ao corpo. Agindo dessa forma sentiam que as vestes ficavam mais confortáveis e os movimentos eram mais livres, facilitando a caça e os trabalhos domésticos.

Os homens vestiam calças justas nas pernas, túnicas curtas e casacos. As roupas femininas eram parecidas com a dos homens, com pequenas diferenças. O uso de franjas em suas vestes era a marca principal deste povo.

Por viverem em regiões montanhosas, seus trajes eram feitos de linho e de seda trazidos da China, para os dias mais quentes. Para o inverno usavam a lã. A domesticação de ovelhas permitiu aos persas uma lã mais fina e mais colorida que os outros povos.
O calçado completava a indumentária. Eram fechados (tipo botinhas) feitos de couro cru e amarrado aos pés por tiras do mesmo material. Os coturnos (botinhas até a canela) diferenciavam o status social mais alto. Mas eram bem flexíveis e tinham as pontas afinadas e voltadas para cima.

Os persas também gostavam de se enfeitar. A barba e os cabelos compridos eram símbolo de poder. Os reis costumavam usar barbas postiças, cuidadosamente tratadas e conservadas. A riqueza dos enfeites usados nas roupas, mãos e pendurados ao pescoço também determinava o status social.

O VESTUÁRIO NA IDADE MÉDIA

Entre os séculos V a XV d.C, Idade Média, aconteceram várias diferenciações na costura, por conta da habilidade dos artesãos. As vestes ficaram mais refinadas, costuradas com capricho. Nessa época, as vestes masculinas compunham-se de três peças: uma espécie de calça, a túnica, o manto e a touca.


A “calça” era bem justa e que cobria os pés (uma espécie de meia) com ponta fina, feita de algodão ou linho. As túnicas podiam ser curtas na altura do quadril ou mais longas até o joelho, com cavas bem grandes e que recebia o nome  de  “pelotes”, eram feitas de linho ou cânhamo para serem usadas no verão.  Tinham bordados nas cavas, muitas vezes com aplicação de jóias e pedras preciosas. No inverno, as pelotes eram feitas de couro. O manto era feito de cânhamo e usado no verão. O de lã, era usado no inverno. Na cabeça usavam uma touca feita de tecido enrolado e preso com pedrarias.

Já os trajes femininos da nobreza eram formados por um vestido de corte reto, simples e longas, de mangas longas e largas nos punhos e decotes bem junto ao pescoço chamada “brial”. Sobre esse vestido usavam a “sobrecota ou pelote”, uma túnica de cavas grandes e que podia ter ou não uma cauda. Esta túnica, geralmente, recebia bordados em todas as bordas ou aplicação de jóias e pedrarias. Na cabeça usavam uma touca (crespina) presa por um lenço que passava sob o queixo. Durante o inverno, usavam um manto longo com um capuz. 


Os sapatos de homens e mulheres eram feitos de couro e tinham bico muito fino, feito o dos persas.

Já os homens e mulheres mais pobres e que formavam a maioria da população tinham roupa bem mais simples. 

Os homens usavam uma calça ajustada ou larga nas pernas ou um camisão largo, com ou sem pelote e a touca. No inverno, usavam um pequeno manto (até os ombros) com capuz. 
As mulheres do povo usavam um vestido longo de mangas compridas, o “pelote” e um de avental sobre o ele. Na cabeça, uma touca feita com um tecido ou um manto curto. Os sapatos de ambos era uma espécie de bota de bico fino feita de couro.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

AS VESTIMENTAS DA ANTIGUIDADE (parte II)

AS VESTES GREGAS
As artes e a arquitetura de suas cidades apresentam o retângulo como figura geométrica básica. Apreciavam mais o valor estético do que o erotismo. Adoravam tudo o que era belo, simétrico e prático. E esta preferência também aparece em suas vestimentas. A preocupação com a beleza estética dos corpos também era grande.

No século VII a I a/C, a veste grega mais comum era o “chiton ou quiton ”, uma túnica que nada mais era do que um retângulo de linho preso a um dos ombros com agulhas, chamadas “fíbulas”. E como suas vestes tinham que se harmonizar com o corpo de quem o vestia, o lado preso poderia ser do lado direito ou esquerdo desde que tudo ficasse em harmonia com os ornamentos (bordados) que utilizavam na barra do corte do tecido.
O linho, a lã, o algodão e a seda eram tecidos conhecidos pelos gregos e estes os teciam artesanalmente. E dessa forma, suas roupas diferenciavam-se em vestes de inverno e de verão. Os quitons feitos de seda eram usados em ocasiões muito especiais.

Os gregos diferenciavam os quitons femininos dos masculinos. Os quitons femininos recebiam o nome de “exomídes”. Era uma túnica presa num ou nos dois ombros presos por um broche ou por fíbulas. Para marcar a cintura usavam um cinto bordado, um cordão ou uma correia de couro. Os exomídes eram decotados e apareciam em duas versões de comprimento: até os joelhos (para garotas e moças solteiras) e até o tornozelo (para as casadas e senhoras mais idosas). E para complementar o traje, usavam o “pharós” (um vestido jônico) que funcionava como uma espécie de xale, cobrindo a cabeça e o corpo.





Já as vestes masculinas eram compostas pelo quiton solto e preso num ombro só e no inverno usavam o “himation”, um tecido de lã que cobria o corpo todo, branco ou da cor do fio (mais para o creme). A simplicidade e a elegância eram a marca principal dessa cultura.
Os sapatos completavam o vestuário e chegaram a lançar moda entre os povos de sua época porque foram os primeiros a observarem que os pés esquerdos e direitos precisavam de moldes diferentes.

Os homens usavam sandálias mais fechadas por tiras de couro davam um tom mais sóbrio a elas. Já as mulheres usavam as sandálias com menos tiras, portanto mais abertas e simples.

O VESTUÁRIO ROMANO

No último século a/C, os trajes romanos eram fortemente influenciados pelas culturas grega e etrúria (povo bárbaro). Usavam uma túnica solta e por cima, um retângulo mais estreito, que funcionava como um chalé e recebia o nome de “toga”. Semelhante aos egípcios, era a toga quem diferenciava os ricos dos pobres. Mas homens e mulheres usavam basicamente o mesmo tipo de roupa.






Em Roma, o traje civil dos ricos era formado por dois tipos de roupa. A primeira, era composta por uma túnica feita de linho ou lã que cobria todo o corpo e conhecida como “túnica”. Por baixo desta túnica, usavam uma calça feita de pele que ia até os joelhos (de origem etrúria) e era chamada de “femoralina”. Após longo tempo de conquistas e aprendizado de diversas culturas, os romanos passaram a umas túnicas com mangas retangulares e aparentes até os cotovelos (a “stola”) por cima da túnica básica. Complementava a vestimenta masculina a “palla”, um manto retangular (semelhante aos gregos) que envolvia a cabeça e o corpo e caía sobre um dos braços e por ele era segura.



Para as mulheres, complementava sua vestimenta o “flammeum”, um manto retangular (semelhante ao dos gregos) que variavam no desenho dos bordados e na cor  e que envolviam a cabeça e o corpo. Eram coloridos (principalmente o laranja) e usados por mulheres. E sobre ele usavam coroas de flores ou de pérolas para fixá-lo.

Os tecidos mais utilizados eram o linho (mais comum), a lã e a seda de várias cores (técnica de tingimento de fios aprendida com os egípcios). As mulheres usavam as roupas íntimas de linho, as “stolas” com mangas mais longas e que cruzavam no peito.




Os romanos pobres usavam uma túnica e uma toga, amarrada por um cordão marcando a cintura. Em contato com os escravos de outras culturas, os romanos da plebe aprenderam a fazer tintas de origem vegetal e também passaram a usar roupas mais coloridas.

Os meninos usavam uma túnica curta até o meio da coxa, amarrada a cintura por um cordão. Os meninos ricos ainda usavam um cordão preso ao pescoço com um pêndulo em forma de concha (como uma medalha) e que era abandonado quando recebiam a primeira toga, como uma transição para a vida adulta e sinal de virilidade.




Os escravos usavam uma túnica curta (até a coxa) simples e sem mangas feita em algodão. Já os servos, usavam uma túnica mais longa (até os joelhos), simples e com mangas.






Os romanos, ao contrário dos gregos, gostavam de se enfeitar com bordados, jóias e acessórios. Esses enfeites tinham como objetivo motivos religiosos e podiam ser objetos da natureza (animados ou inanimados), ou feitos pelo homem, desde que lhes fossem atribuídos poderes sobrenaturais ou mágicos e cultuados. Já as jóias eram confeccionadas com ouro, diversas pedras preciosas ou semipreciosas, cobre, bronze e ferro. Mas a preferência era a pérola.

Os romanos possuíam uma variedade de calçados. No entanto, três tipos eram os mais usados: a) o “soleae”, um calçado de sola simples atada ao peito do pé por duas correias, muito confortável e ideal para ser usado em casa. b) o “calceus”, um tipo de sandália mais formal e fechada, mas confortável. Própria para ser usada com a toga. Faziam uso dela os camponeses, legionários e homens para ficar em casa. c) o “calceus patricius”, um calçado fechado, que subia até a barriga da perna e atada com tiras cruzadas. Era apropriada para os homens. d) o “pero”, uma espécie de sandália aberta, com tiras e amarrada na altura do tornozelo. Era mais usada pelos romanos pobres. E) a "caligae”, usada pelo exército e era formado por uma sola reforçada, com cravos de ferro ou cobre.
Completava o vestuário o calçado, outra marca do status social. Essa diferenciação se dava pela cor dos calçados. Os brancos eram para os ricos e os marrons para os pobres e para o exército.