domingo, 9 de fevereiro de 2020

ALTERED BOOK COM DOBRAS PARA TE INSPIRAR

QUERIDOS LEITORES

Aqui estão algumas sugestões para você dobrar as folhas dos livros e criar as mais belas obras de arte. Tudo vai da sua vontade e do seu interesse.




 
 

Imagens Google

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

ALTERED BOOK COM DOBRAS


Caros leitores

Devo a vocês um pedido de desculpas, por não poder cumprir a promessa de postar um tutorial sobre o “ALTERED BOOK”. No entanto devo informar-lhes que não foi por falta de empenho. Nas minhas buscas por um tutorial sobre o assunto descobri algumas coisas importantes:

a) os trabalhos de álbuns fotográficos de Scrap e os trabalhos de Art Journals (já postado em outra oportunidade anterior) fazem parte do ALTERED BOOK, como categorias complementares e mais populares. neste grupo há muitos tutoriais.

b) os trabalhos de ALTERED BOOK de categoria “artística”, são obras únicas, realizadas para concursos e competições periódicas onde primam: a criatividade, a originalidade e a habilidade dos artistas que se dedicam a este setor. Os vídeos são restritos a comissão julgadora de tais eventos. Portanto, não existem tutoriais públicos.

As obras artísticas de ALTERED BOOK são objetos de decoração realizados por meio de dobras, recortes e de elementos agregados ao livro.


LIVROS ALTERADOS COM DOBRAS 

Observando-se as obras mais simples de ALTERED BOOK podemos montar um passo a passo, para quem se interessar e quiser se arriscar a fazer uma. Vamos do mais simples para o mais complexo, ok?

Veja este modelo:

reparem apenas na dobra.

Há dois modos de fazer essa dobra: 

a) centralizado o bico na direita.

 
     Dobra-se de cima para baixo e depois debaixo para cima, 
encostando bem a linha das dobras e deixando o bico 
debaixo bem pontudo como o de cima

b) bico deslocado do centro:

     
Observe que os movimentos são os mesmos, 
mas a parte debaixo fica mais larga.

Feita a escolha da dobra, siga os passos:

1- Observe o livro escolhido e perceba se precisa fazer algum reparo na capa ou na lombada. Caso seja necessário, faça antes de começar a trabalhar com as dobras. Encape a capa se estiver muito feia. Pode decorar a capa ou deixa-la simples se preferir.

2- Decida se quer fazer no livro todo ou se no meio do livro. Se for no meio divida o livro em três partes “exatamente iguais”. Mas lembre-se, a contagem do livro é em número de páginas, para a s folhas é a “metade” do que está marcado, somando-se as folhas iniciais e/ou finais (se houverem) da numeração. Ex: o livro contém 2 folhas iniciais, 150 páginas numeradas e 1 folha final. Logo você deverá somar 2 + 75 (metade de 150) + 1 = 78 folhas. Logo, 78 : 3 = 26 folhas para cada parte. Separe-as com uma folha de papel.

3- Escolha a dobra que quer fazer. Esta é muito parecida com aquelas árvores de natal feitas com revistas. Triângulos são os mais fáceis. Dobre e cole sempre da mesma maneira e na mesma posição todas as folhas da parte escolhida, fixando bem as dobras. Você pode deixar as folhas apenas dobradas ou colar no final com um pingo de cola bem discreto. Para a colagem use apenas cola branca. Depois de tudo feito se quiser, pode colocar algumas borboletas coloridas, laços, flores, estrelas ou círculos coloridos para enfeitar.

4- Escolha um lugar bonito e que valorize sua obra e prepare-se para receber os elogios.

Veja este modelo agora:


Neste trabalho, o artista escolheu dobrar todas as páginas do livro. Mas você pode fazer como quiser. E se não gostar, complete tudo. Quem tem que gostar é você.
Siga o passo a passo 1 como indicado. Se resolver fazer no meio ou nas pontas siga o passo 2. Se quiser fazer tudo, pule o passo 2 e vá direto para o passo 3.

Aprenda os Movimentos e repita-os em revista velha até pegar prática.

Primeiro movimento: de cima para baixo e debaixo para cima com pinta larga.

   

Segundo movimento: virar o livro de cabeça para baixo e repetir o mesmo movimento 

No passo 3, inicie medido o comprimento da altura do livro. Estabeleça uma altura (6 a 8 cm dependendo da altura do livro) e marque essa medida no começo e no final da borda da página (onde você vira) na primeira e segunda folhas. Volte à primeira página, coloque o livro na posição normal de leitura e faça a primeira dobra tomando o cuidado para que o bico do triangulo fique na marcação feita. Vinque bem essa dobra. 

Vire o livro de cabeça para baixo e dobre da mesma forma. Dessa maneira, a cada dobra você terá que virar o livro até onde escolheu fazer, numa parte ou todo ele. Feixe os bicos sempre na mesma direção.

Siga o passo 4.

Até a próxima postagem sobre este assunto.


Créditos de imagens - Google e Pinterest.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

ALTERED BOOK: você sabe o que é?

Navegar pela Internet é incrível! Você encontra um monte de coisas legais e muitas, muitas coisas ruins, às quais não dou importância alguma.

Mas falando de coisas boas, encontrou um tipo novo de arte visual que me deixou extasiada: a ALTERED BOOK, ou livro alterado. É uma forma de arte e de reciclagem daqueles livros cujos conteúdos ficaram comprovadamente ultrapassados pelas novas descobertas.

O ALTERED BOOK é uma arte feita de recortes ou por dobras das folhas dos livros de forma que formem uma cena. E uma arte belíssima, delicada, mas muito meticulosa por apresentar todos os planos das artes visuais. Essas obras vão das mais simples...






... ou mais complexas, como as que formam cenas, como estas:



As fotos são para que você fique interessado em aprender a fazê-la. Videos na próxima postagem.

Imagens: Google.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

MEUS PRESENTES NATALINOS

OLA! Muitas pessoas me perguntam se realizo o que posto aqui, principalmente quando dou sugestões para vocês. Eu coloco em prática sim. E posso provar.

Em minha família costumamos fazer nossos presentes. Porém, quando isso não é possível, damos um jeitinho de colocarmos nosso toque pessoal em algo simples que compramos. E este ano foi assim: pouco dinheiro e pouco tempo para confeccionar presentes. Em virtude disso, resolvi entrar nas famosas "lembrancinhas". Mas não queria que fosse aquelas tradicionais.

O mais difícil foi encontrar as tais lembrancinhas para os homens. Por isso, dei uma olhada na Internet para ver se encontrava alguma ideia. Vi muitas coisas bonitas (todas muito caras e careciam de uma longa procura). Outras, eram horrorosas e não combinavam com os homens da família. Mas, juntando algumas ideias daqui e dali, decidi fazer kits para todos. Os kits poderiam ser compostos de coisas comum a todos e um ou dois elementos mais personalizados.

PARA ELES 

Fui a uma perfumaria próxima a minha casa e fiz a festa. Comprei condicionadores, aparelho de barba descartável, sabonete (tudo masculino). Para os mais novos um shampoo comum e para os que já apresentam cabelos brancos um shampoo especial para não deixá-los amarelados. Para os que usam barba mais longa, troquei o shampoo de cabelos pelo shampoo para a barba ficar macia. A embalagem foi bem simples, já que não gostam de muitos enfeites. Coloquei tudo em saquinhos coloridos oferecidos pela própria loja e um bonito laço.

Como ficaram muito simples não fotografei todos, porque não 
sabia que iria ser "cobrada" por alguns.  Então, me desculpem. 
Mas, coloquei esta imagem para terem uma ideia de como ficaram.


PARA ELAS

Também fiz kits de beleza, com coisas compradas na mesma perfumaria. 

Fazia parte desse kit: lápis de sobrancelha preto, corretivo, pó facial, sombras neutras, rímel, base e secante de unha, palitos e lixas de unha, acetona, tesourinha. 

E caprichei nas embalagens. Fiz as caixas com sobras de papel cartão que tinha, forrei com color set liso por fora e decorado no mesmo tom por dentro. Por fim, usando uma pintura com stencil, terminei de decorar cada caixa. Laços de fita e flores feitas com papel completaram a decoração.  Vejam como ficaram:









Ficaram lindas! E todos gostaram muito.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

COMO PRESENTEAR NESTE NATAL?

O NATAL ESTÁ CHEGANDO! E muita gente está sem dinheiro para comprar o presente dos sonhos e está sem dinheiro. Mas nem tudo está perdido. Valorize uma lembrancinha com uma bela e fácil embalagem. E o melhor, gastando muito pouco.

E como dizem que uma imagem vale mais que mil palavras, este vídeo mostra uma porção delas que, com coisas que você tem em casa, você as fará com toda a certeza. Assista ao vídeo e mãos a obra. 


O que colocar dentro? Não importa. Valorize-o e será bem recebido e apreciado

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

A ARTE BRUTA DO BISPO DO ROSÁRIO



 "Roda da Vida"

Antes de sua internação no sanatório, Bispo do Rosário já mostrava um certo talento artístico ao elaborar pequenas esculturas em madeira e outros diversos objetos. No entanto, suas obras simples e rudimentares ganharam expressão e reconhecimento internacional somente após sua morte.

As obras do Bispo eram vistas na época como despretensiosas e ignoravam todas as convenções acadêmicas, os formalismos e enquadramentos dos estilos o que fazia com que os críticos se impressionassem e procurassem estudá-la e investigá-la ainda mais suas criações. O jeito simples e, até certo ponto infantil de suas obras, marcavam uma nova modalidade dentro do que se considerava como “arte moderna”.

Jangadas no mar

O pintor francês Jean Dubuffet, interessado nas obras de pacientes psiquiátricos e dos artistas sem formação acadêmica, denominou estas produções artísticas como "ARTE BRUTA", como um tipo distinto do “fazer artístico”. Muitos críticos não consideram as obras do Bispo como arte. Mas o que é arte? 
Lembranças da Marinha

Arte, por acaso, não é um movimento da nossa imaginação que nos leva a descobrir caminhos pela qual concretizamos esse movimento? E de onde surge esse movimento? Do que nos toca a sensibilidade? Do que vemos, do que sentimos ou das nossas lembranças? Dos nossos desvios ou da nossa sanidade? 

O potencial artístico inclui isso tudo, ora juntos, ora separados entre si. Portando, é ou não um movimento criador? O importante é que a força do movimento imaginativo (ou criador) nos leve a um outro movimento: o de retratar o pensado/criado/imaginado. E nessa retratação, os materiais utilizados dependem das condições e da disposição em um determinado momento. Pode-se usar o que se tem à mão ou com materiais pesquisados e planejados.
Jangada

A arte designada como “Arte Bruta" ou a “Arte dos Loucos” é assim. Depende da cultura absorvida na sua forma mais original. Expressa em manifestações originais e manuais que incorporam modelos sem qualquer formalidade, porém com uma lógica e coerência, ultrapassando as diferentes modalidades artísticas contemporâneas até então conhecidas. Em nível artístico, o processo sociocultural é veiculado e retratado na sua totalidade. 

Além disso, todas as obras do Bispo do Rosário apresentam os alicerces básicos de uma criação artística: um planejamento de elaboração, a originalidade de execução e sua marca como autor (basta ver a obra e saber quem a fez). 

O Muro

As obras do Bispo do Rosário continuam sendo rotuladas como “arte marginal”. Esse rótulo deriva da sua condição de internado num manicômio e pelo diagnóstico de esquizofrenia, dos delírios místicos, da exclusão e da marginalidade social. Mas são obras que fascinam e causam admiração porque inclui valores, variedade de discursos e pode estudada tanto no sentido das disparidades como nas suas peculiaridades com a realidade.

O Carrossel

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

OS MANTOS DO BISPO DO ROSÁRIO


Segundo o próprio Bispo do Rosário, as vozes que ouvia e lhe dava ordens para recolher as coisas do mundo, vinham de Deus e ao quem deveria apresentar no dia do Juízo Final.
Para o encontro com Deus e a apresentação do que havia amealhado no mundo, Bispo deveria estar bem apresentável. Pensando dessa forma, ele cria alguns mantos. Em seus pensamentos, havia um “manto especial” com o qual se apresentaria e representaria os homens e as coisas deste mundo, e os demais, usaria em outros eventos celestes.
Manto do Juízo Final

Manto com nomes de pessoas

Manto apresentado em Londres
Manto apresentado em Londres
Manto apresentado em Londres


Manto Coisas do Cotidiano

Os mantos eram confeccionados com os tecidos que tinha a mão, como lençóis ou roupas. Os mantos eram bordados com nomes de pessoas que ele conhecia para não esquecer de pedir as bênçãos divinas a elas. E para as linhas de seus bordados, Bispo desfiava os seus “uniformes” ou “fardões” do sanatório.
O “manto especial” está ligado à vida e origem do Bispo e do seu Sergipe e de suas tradições religiosas. Por outro lado, tinha as lembranças da Marinha por meio das insígnias e medalhas rememorando sua participação no grupo de fuzileiros e do prestígio da hierarquia daquela instituição. Haviam também nomes de lugares onde esteve a serviço da Marinha Brasileira, noticia de jornais (do brasil e do mundo), uma espécie de cartografia e episódios bíblicos.
Manto da Apresentação

A análise realizada os mantos confeccionados pelo Bispo do Rosário, feita por psiquiatras, psicólogos e críticos de arte, permite entender que ao “desfazer os uniformes do sanatório” o artista simboliza a “desconstrução da “prisão” no manicômio por conta de sua doença mental.
Porém, ao reconstruir o manto revela a grandiosidade da relação com o divino que lhe garante uma “liberdade ímpar”. Dessa forma, pesquisas realizadas entre 2011 e 2012, o artista cria obras, inusitadas, originais, inventivas e jamais pensadas por outros artistas. Era uma obra reclusa, de memórias e de crença e louvor a Deus.
O interesse e a curiosidade que suas obras despertam até hoje, na visão dos críticos, ocorreram por três fatores importantes: a) a “segregação social” a qual o artista estava sujeito por ser nordestino, negro, pobre e doente mental; b) pelo estado de “suspeição” a legitimidade de sua arte, sendo considerada, por alguns críticos, como um “mero trabalho manual” enquanto vista como arte, por outros; c) pelas “barreiras de acesso” que o autor impunha à sua própria obra, ou seja, Bispo não deixava pouquíssimas pessoas verem o que estava criando e fazendo em sua cela que lhe servia de atelier.
Diz um de seus inúmeros críticos: - “Mas o que despertou minha atenção, foi a figura de um homem negro, já desgastado pela idade e pela doença, sozinho em meio a uma barafunda de objetos variados, bordando palavras, nomes, datas, imagens. (…) E de repente intuí que estava ali, diante da câmera, alguém que lutava contra o esquecimento, alguém que queria narrar sua história de vida e assim carimbar sua identidade”.