terça-feira, 8 de setembro de 2015

FAZENDO ARTE 2

Como prometi, aqui vão algumas fotos do segundo livre com Arte Journal.

FASE 2

Nesta fase, as crianças percebem o outro e falam sobre esse outro, que tanto pode ser uma pessoa . um objeto ou um animal. Eu preferi usar animais

tema: "MACAQUICES"

tema: "CORUJITA: a estrela da tv"

tema: "O COELHO COMILÃO"

tema:"O PINGUIM QUE QUERIA ESTUDAR"

tema: "E O GATO SUMIU"

tema: "O BULE BAILARINO"

FASE 3

Nesta fase, as crianças incorporam a figura. Elas são, por exemplo, o carro, a pipa, a abelha ou qualquer outra coisa. E falam de suas impressões, sentimentos e problemas que encontram.

tema: "O TREM"

tema: " O GUARDA-CHUVA"  
(aqui a criança pode escolher qual deles ela quer ser)

tema: "A BONECA DE MARINA"

Esta é uma das etapas mais difíceis, porque as crianças desta geração não estão conseguindo se colocar no lugar do outro. 

FASE 4

A fase quatro tem figuras que trabalham os valores sociais e o respeito aos outros.

tema: "A RAIVA DA CANECA QUEBRADA"

tema: "O MORANGO QUE NÃO QUERIA VIRAR GELÉIA"

tema: "A BERINJELA QUE QUERIA SER DE OUTRA COR"

tema: "O RETRATO DE FAMÍLIA"

tema: "AS AVENTURAS DE UM PEIXINHO CURIOSO"


Todas as figuras deste livro contém texturas, alto relevo, e são bem coloridas (embora as fotos não façam justiça a esse colorido). As crianças amam fazer textos com esses livros e colocam em suas histórias sua criatividade, suas dificuldades de escrita, seus saberes e desconhecimentos. E assim, vamos trabalhando aos poucos para ajudá-las no que necessitam. 

Falta ainda uma fase que deixo para a próxima postagem.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

FAZENDO ARTE

OLÁ AMIGOS!


Lembram-se que há um tempo atrás, falei com vocês da Arte Journal? Pois é, fiquei pensando no que eu poderia aproveitar tudo o que havia aprendido com ela. Depois de muito pensar, uni a técnica da Arte-Journal com outras técnicas que já havia aprendido antes e criei imagens que utilizo para que meus pimpolhos criem frases, histórias orais ou escritas, dependendo da capacidade de cada um. E com essas imagens confeccionei 2 "livros".

O primeiro livro tenta resgatar as vivências anímicas das crianças. Uma fase que dá início ao aprendizado da linguagem, em que os pequeninos dão vida humana aos animais e objetos. Todas as imagens tem relevo e o trabalho ficou com uma textura que é impossível não tocar. As crianças ficam fascinadas!

O tema (que não apareceu na foto) é 
"CUIDANDO DA NATUREZA".

O tema deste é "A FAXINA".

tema: "QUE TAL MEU DISFARCE?"

O tema é "CURTINDO A NATUREZA"

tema: "VOCÊ QUER UMA FLOR?"

tema: "PREPARANDO A REFEIÇÃO"

tema:"PROCURANDO UM LUGAR 
PARA O PIQUENIQUE"

tema:"O SOLDADO E A BAILARINA" ou também
 "QUARTO DE BRINQUEDOS"


Estas são só algumas. Na próxima postagem, mostro as do outro livro.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

CINEMA DIGITAL II

DISTRIBUIÇÃO
Do ponto de vista financeiro, a distribuição dos filmes é o segmento que mais caro para as indústrias de cinema. A produção de cópias dos filmes que são enviadas para todas as localidades do globo e depois recolher quando a temporada acaba envolve grandes somas de dinheiro. Por isso, a distribuição deve ser realizada com rigor e critério os locais de exibição. Caso o filme não seja um grande sucesso, é sempre um risco financeiro enviá-lo para muitas salas, pois o risco de perder dinheiro é muito grande.

Com a tecnologia, fica muito mais fácil e mais barato gravar um filme em DVD e enviá-lo pela Internet. Neste caso, os custos deixam de existir e é possível enviá-lo para várias salas do mundo inteiro ao mesmo tempo. Por meio deste sistema, as companhias podem agendar uma estréia no mesmo dia em vários países.

Além disso, a vantagem do cinema digital é que os cinemas podem exibir o filme em várias salas (incluindo-se as salas adicionais) ao mesmo tempo para usufruir do momento, se o filme for um grande sucesso.



A PROJEÇÃO



O mais interessante para quem assiste a um filme no cinema, pela tv ou computador é a PROJEÇÃO.

Não há quem discorda de que a apresentação é tudo. Se o filme tem um bom enredo, boa atuação de atores e atrizes, mas uma imagem de pouca qualidade o filme não agrada. Por isso, a escolha de uma película de excelente qualidade é recomendável. O problema dos filmes em película é que, mesmo com um bom projetor, a imagem vai perdendo a qualidade a cada exibição. Dessa maneira, um filme muito bom, pode ficar com uma péssima imagem em poucas semanas. O mesmo acontece com o som.

A vantagem dos filmes digitais em relação aos filmes de películas é que não há desgate nem da imagem, nem do som. A qualidade de ambos permanece inalterada por longo.

Atualmente existem duas grandes tecnologias de projeção digital: o projetor MICROMIRROR e o LCD.


                                projetor MICRIMIRROR                                 projetor LCD

O primeiro, forma as imagens com uma série de espelhos microscópicos. Uma LÂMPADA potente integra o sistema, emitindo sua luz através de um PRISMA que separa as luzes em feixes nas cores vermelho, azul e verde. Cada feixe dessas cores atinge um chip semicondutor com mais de um milhão de espelhinhos articulados, chamado “dispositivo de micro espelhos digitais” ou DMD. Quando o feixe de luz vermelha (por exemplo) atinge o chip, os espelhinhos se movem em sua direção e refletem a luz vermelha. Cada espelhinho reflete uma imagem e o que se vê são imagens em vermelha. O mesmo acontece com os feixes de cor verde e azul. São, portanto, imagens monocromáticas.


Porém, quando esses chips trabalhavam em conjunto, ora os espelhinhos são ativados (refletem a luz), ora desativados milhares de vezes por segundos formando as gradações de claro e escuro. Temos então, a impressão de que as cores se misturam dando origem a novas tonalidades e nuances para cada cor. Depois, os chips devolvem a cor para o prisma que as separa e recombina novamente. Quando as imagens são projetadas na tela, o que vemos são bem definidas e bastante detalhadas. Este mesmo processo é utilizado na produção de vídeos.

 = 

Os projetores de LCD funcionam ligeiramente diferentes. O projetor emite uma luz sobre um espelho estático coberto por uma tela de cristal líquido (LCD). A luz do projetor atinge alguns cristais que refletem a luz vermelha (por exemplo) sobre alguns cristais e outros não. Assim, o LCD modifica a intensidade da luz criando as imagens que vemos na tela.

A desvantagem é que os projetores quebram. Mas as películas também quebram ou partem. Então, as imagens ficam ruins. No entanto, a vantagem que as cópias de ambos são perfeitas.

Comenta-se que em breve os filmes digitais substituirão os filmes de película. Mas quando e como ninguém ainda sabe afirmar. As vantagens do sistema digital são grandes e fortes. Mas há quem esteja a favor e contra essa mudança.



OBSTÁCULOS À MUDANÇA


O primeiro obstáculo é o da infra-estrutura da distribuição que precisa ser totalmente reformulada e constantemente atualizada quando surgir uma nova tecnologia. O segundo, a rotina e a mesmice.

O terceiro, a pirataria. Copiar um filme em película é crime. Mas para isso, o pirata teria que roubar o caminhão de distribuição ou filmar o filme durante sua projeção no cinema. Mas em ambos os casos precisaria de uma filmadora muito boa, para que as imagens não ficassem ruins. Já com um filme digital seria bem mais fácil. Assim, as indústrias cinematográficas teriam que se proteger dos piratas criando esquemas seguros e muito avançados, investindo muito dinheiro.

O quarto obstáculo são as salas de cinema que deveriam se preparar para receberem os filmes digitais. E o investimento é grande, em torno de 150 mil dólares. Será que todas as salas de cinema teriam condições para isso?
Por outro lado, estima-se que nessa transformação as empresas de produção e distribuição economizariam milhões, enquanto as salas de exibição continuariam sem se atualizar.

O quinto obstáculo é saber qual será a reação do público diante de um filme digital. Para alguns cineastas, não haverá problemas e o público aceitará normalmente. Mas, este não é o pensamento da maioria, que acredita que o filme em película não cederá espaço para o filme digital.

O sexto obstáculo é conversão entre as tecnologias domésticas e a das salas de exibição que funcionam de maneira muito parecida. Quando a televisão se tornou popular, as salas de cinema esvaziaram e muitas fecharam as portas. As indústrias cinematográficas temem que o mesmo aconteça se os projetores caseiros se igualem em qualidade aos profissionais e com preços bem mais acessíveis.

Mas ainda há uma nova tecnologia a ser explorada e com inúmeras possibilidades: a som surround, utilizada em transmissão digital de vídeos. É bem mais avançada, com cinema interativo e programação bastante variada. E se ela for utilizada, muito em breve o cinema digital será mais inovação do cinema sonoro.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

CINEMA DIGITAL


É inegável que o mundo mudou muito com o avanço tecnológico. E o cinema não poderia ficar de fora. Assim, chegam ás telas o cinema digital, com uma maneira nova de fazer e exibir filmes. Essa nova maneira que afeta a produção, a distribuição e a projeção.




            




PRODUÇÃO

Os filmes digitais têm, como ideia principal, a utilização de bits e bytes nas sequências 1s e 0s. Para conseguirem essas sequências precisam de câmeras de filmagens especiais.  


cena do filme "Capitão América"

Uma câmera comum grava um filme em 24 frames (isto é, número de imagens que a câmera pode registrar por segundo). Já as câmeras digitais gravam com 30 frames por segundo. Dessa maneira, as informações digitais são mais rápidas e armazenam muito mais imagens do que as câmeras comuns. Além disso, as imagens são mais nítidas que as das câmeras de frames mais baixos.
Os filmes digitais são gravados como se gravam os vídeos para a televisão. Os vídeos de Tv tem seus frames entrelaçados, ou seja, eles se dividem e se encaixam em duas linhas horizontais, que vamos chamá-las de linha par e linha ímpar.

câmera digital profissional

Quando ligamos o vídeo para assisti-lo, as imagens contidas numa linha impar se movem para baixo ao mesmo tempo em que acionam o colorido da linha par que vem a seguir. Esta, por sua vez, se move para cima e aciona o colorido da linha ímpar seguinte. E assim sucessivamente. É este movimento de vai e vem para cima e para baixo que dá a qualidade da imagem do vídeo ou do filme que assistimos na tela, na Tv e no computador.

Os cineastas das indústrias cinematográficas utilizam câmeras digitais muito parecidas com as câmeras de filmar comuns que você tem no computador, no tablete ou no celular. Porém, usam lentes especiais de tecnologia de última geração.

As câmeras profissionais podem gravar tanto em 24 ou 30 frames, entrelaçados ou progressivos, alterar a extensão da luz e da profundida de campo em cada cena com um simples ajuste de configuração. Utilizam ainda CCDs de alta resolução (de 1920 x 1080 pixels) para captar o maior número de informações da cena. As câmeras profissionais, ao gravar uma cena, captam o espectro (tons e matizes) de todas as cores. Porém, elas possuem um separador de feixes dentro delas, que converte a luz da cena em luzes vermelhas, verdes e azuis e que podem ser recombinadas quando o filme é exibido. 
Cena do filme "Os Estagiários"

Utilizam ainda dispositivos de carga acopladas para converter a luz da cena em um sinal eletrônico e um conversor analógico-digital que transforma o sinal em 1s e 0s (aquela sequência lá do início).

VANTAGENS DO SISTEMA DIGITAL

São muitas as vantagens deste sistema: enormes quantidades de informações podem ser gravadas e armazenadas, melhora da qualidade das imagens e das cores que ficam mais naturais, a possibilidade ampliada de cores e tonalidades que antes não eram possíveis, a adequação da luz e da profundidade durante a filmagem. Além de tudo isso, ainda se pode falar do custo e da flexibilidade. 

Quanto ao custo, sabe-se que os cineastas trabalham sempre com orçamentos apertados e sempre acabam improvisando aqui e ali. É verdade que as câmeras profissionais não são baratas, mas o processo de edição supre porque se tornou bem mais simples e mais baratos que os antigos. Assim, pesando-se os custos e os benefícios elas ganham em disparada.


Quanto a flexibilidade, o que mais interessa aos cineastas é a facilidade no manuseio do equipamento e as possibilidades de uso que as câmeras digitais oferecem. Convertendo o filme em um formato para computador, os cineastas podem realizar as correções necessárias e depois converter novamente para filme para ser exibido. Neste caso, as imagens perdem um pouco a qualidade. Mas nem sempre o filme é convertido. Na maioria das vezes, mal as imagens são captadas, a edição começa. Com isto ganham tempo e não perdem dinheiro.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

FILMES COLORIZADOS

Lá se vão pouco mais de um século entre o cinema mudo e o cinema de hoje. Muita coisa mudou desse transcorrer do tempo. Desses filmes e das experiências que foram feitas a humanidade tirou algumas lições.

Filme "VIAGEM A LUA" colorizado manualmente

Em 1910, surgiram os primeiros filmes colorizados. Mas, dependiam de uma atividade manual, maçante, entediante e demorada. Eram feitas quadro a quadro, cena a cena, com pincéis minúsculos e finíssimos e com lentes de aumento.

Para que esse trabalho fosse realizado em tempo hábil era preciso contratar uma equipe de coloristas (na maioria, mulheres). Cada colorista ficava responsável por uma cor. Dessa maneira, a equipe toda era responsável por trabalhar no filme inteiro. Embora tentassem manter a uniformidade da cor para garantir uma atmosfera de naturalidade e para ressaltar o imaginário do filme, esse trabalho nem sempre atingia este objetivo.
Coloristas em seu trabalho

No início, os primeiros filmes colorizados chamavam a atenção do público que reagia com espanto e admiração. Mas, aos poucos, ele se desinteressou. E somando-se o custo natural das filmagens e da colorização, o salário dos atores e dos coloristas, as produções se tornavam cada vez mais dispendiosas. E com a falta de público, não tinham como cobrir essas despesas. Por isso, esta atividade foi abandonada na prática. Mas do sonho, nunca desistiram. Digamos que deram um tempo.

Diante do “insucesso” da colorização, os filmes sonoros continuaram a ser rodados em preto e branco por várias décadas. Havia um pensamento comuns entre os responsáveis pelas indústrias cinematográficas de que “o colorido não era para o cinema”. Paralelamente, as pesquisas continuavam.

Colorização por tingimento

E nova tentativa de colorização de filmes foi realizada na década de 1950. Desta vez, utilizaram uma técnica que foi chamada de TINGIMENTO. O tingimento é a técnica em que se aplica uma única cor para o quadro todo. Nessa técnica mergulha-se a película inteira numa cor escolhida. Assim o filme inteiro (partes claras e escuras) fica na cor desejada. Uma outra experiência conhecida com o nome de VIRAGEM, consistia em fazer com que as partes escuras ficassem coloridas e a claras continuassem claras.

  

Coloração por viragem    

Esses processos foram utilizados de formas diferentes e não havia um padrão estabelecido que regulamentasse o uso da cor e do seu significado. Assim, alguns filmes pareciam muito realistas quando o vermelho era usado, por exemplo, para cenas de incêndio, o amarelo para dias ensolarados e o azul para cenas noturnas. Em outros casos, o público não entendia, por exemplo o uso do verde para uma região desértica, ou um lilás para a cena de uma festa. Assim, também não obtiveram bons resultados.

Cena de "Cantando na Chuva" na colorização de tingimento

Em 1953, a inovação dos filmes é o sistema Cinemascope. Embora nunca deixassem de buscar a naturalidade das cores, sempre havia alguma imperfeição, fosse na captação, variações excesso da luz (muito branca), exposição a ela mais demorada ou mais rápida, uma sombra inesperada, uma imagem tremida.

Cena do filme "PARA SEMPRE ALICE", em cinemascope

Não demorou muito para que a indústria cinematográfica e os admiradores de cinema descobrissem que a cor (em excesso ou na sua falta) influenciava a maneira de contar a história de um filme. As cores, o figurino, a fotografia e o trabalho dos atores são partes integrantes da narrativa. Descobriram também que, se não estavam conseguindo atingir seu objetivo, é porque estavam diante de uma limitação técnica. E para contornar a situação, lançaram mão da colorização manual para corrigir as imperfeiçoes, enquanto alguém não encontrasse um modo de fazer isso com mais rapidez e com menos custos.

Na década de 1960, as televisões já eram bastante populares em várias partes do mundo, mas também transmitiam (shows, entrevistas, noticiários, novelas e filmes) em preto e branco. E as grandes emissoras também queriam transmitir suas programações em cores. E a princípio também usaram a coloração de filmes na forma manual, mas era muito demorado. Tentaram também o tingimento e a viragem. Mas não ficou muito legal e desistiram.

Cena do filme "LA DOLCE VITA" colorizado por computador na Tv

Nessa mesma década, os computadores começaram a ficar mais acessíveis. Mas, só em 1980 é que as emissoras de televisão resolveram tentar a colorização de filmes via computador para ganhar tempo e evitar altos custos. O colorista capturava uma cena do filme por vez no computador para que pudesse visualizar bem. Os filmes em preto e branco já continham muitas informações sobre luz e sombra. Assim o colorista só pintava no computador algumas partes da cena (objetos, roupas, alguns acessórios) selecionadas previamente. O restante, era o computador quem preenchia. O resultado era duvidoso e também não agradou. Os tons eram fortes demais e durante a exibição do filme as cores vibravam. Se o personagem andava, a roupa parecia perseguir o personagem. Ficava realmente muito feio.

Cena do filme "ORAÇÕES PARA BOBBY" colorizado
 por computadores superpotentes.

Nos anos de 1990, a tecnologia avançou ainda mais. Os computadores cada vez mais aperfeiçoados, ganharam grande poder de processamento e armazenamento de dados. Ganharam também softwares complexos, monitores de vídeo com calibração ajustável, dispositivos de controle e entrada de dados o que facilitou, cada vez mais, a correção das cores e pequenos defeitos de captação de imagens. Hoje em dia, televisões e indústrias cinematográficas se valem de computadores para corrigir pequenas imperfeições de filmagem. Tudo ficou mais fácil.

terça-feira, 14 de julho de 2015

O CINEMA NA ERA DA COR

Embora os filmes sonoros causassem frisson no início e uma grande polêmica posteriormente, há quem achasse que os filmes também deveriam ser coloridos já que a intenção era refletir a realidade. E a realidade é, sem dúvida, colorida.

                                                   filme mudo "VIAGEM À LUA" pintado a mão

Durante o cinema mudo já haviam experiências com filmes coloridos. Era uma trabalheira danada porque era preciso colorir manualmente foto a foto. No entanto as experiências dessa época eram mais por curiosidade em saber como ficariam.

A partir de 1906, outra novidade estava para causar novo frisson e nova polêmica. Uns “doidinhos” inventaram um sistema em duas cores e que ficou conhecido com o nome de “Technicolor”. Mas, a experiência não deu muito certo, o público se decepcionou com a novidade e as tentativas foram deixadas de lado.

Cartaz do filme "VAIDADE e BELEZA" rodado em Technicolor de 2 cores.

Por outro lado, as indústrias cinematográficas, fosse por questões financeiras, por idealismo estético ou por acreditarem que “não se mexe naquilo está dando certo” e, continuaram investindo nos filmes em preto e branco. Por sinal, investiram em grandes produções e excelentes temas.

Uma ideia boa, mesmo que tenha uma experiência desastrosa, nunca morre. Há sempre algumas que acreditam nela e investem pesado em pesquisas até encontrarem uma resposta favorável. E foi o que aconteceu com o tal sistema TECHNICOLOR. Foram levantados os problemas, estudadas as soluções, reformulado integralmente e por volta de 1933 estava agora totalmente reformulado. Tinha agora um sistema de três cores comercializáveis e que podiam se misturar formando inúmeras tonalidades bem próximas ao real. O filme “VAIDADE E BELEZA” (1935), do diretor Rouben Mamoulian foi a primeira experiência deste novo sistema em algumas cenas. Na década de 1950, o filme "O LADRÃO DE BAGDAD", do diretor Michael Powell, foi o primeiro a ser totalmente rodado em Thecnicolor.

 


 
cenas do filme "O LADRÃO DE BAGDÁ" - Technicolor de 3 cores.

Embora ainda enfrentassem a tese defendida por alguns diretores (Frank Capra foi um deles) de que a cor denegria a arte cinematográfica. Mas o público gostou e aprovou o novo sistema.

Em 1953, um novo sistema foi experimentado: o CINEMASCOPE. Este novo sistema veio revolucionar tudo o que se sabia sobre a cor nos filmes. O sistema cinemascope usava apenas uma câmera de filmagem, um projetor e um filme padrão de 35 milímetros. A imagem tinha um formato comprimido no sentido horizontal e se descomprimia por meio de lentes especiais (anamóficas) durante a projeção, o que permitia que as imagens se adaptassem a todos os outros sistemas. O primeiro filme rodado integralmente neste sistema foi “O MANTO SAGRADO”, do diretor Henry Koster e cujo protagonista foi Victor Mature. Este filme foi indicado ao “OSCAR” de 1953 e em três categorias diferentes.



cenas do filme "O MANTO SAGRADO" - cinemascope

O cinema colorido tornava-se, finalmente, uma realidade. E chegou em grande estilo e com uma grande produção. Tempos depois as indústrias cinematográficas estavam rendidas ao sistema de cores em suas filmagens, totalmente integradas ao novo sistema, não só pelas facilidades que se lhes apresentavam, mas também pelas exigências do mercado cinematográfico.

Após a Segunda Guerra Mundial, a popularização da televisão veio trazer um novo desafio para as indústrias cinematográficas. E como resposta ao novo desafio elas aumentaram as telas de projeção e melhoraram e muito seus espetáculos.