quinta-feira, 29 de outubro de 2015

IKEBANAS EM TEMPO DE RECICLAGEM

Se a ordem é reciclar e há pessoas que gostam de enfeitar a casa com coisas bonitas, por que não fazer uma imitação das ikebanas?

 Nestas, os vasos foram feitos com caixas de leite.

 




terça-feira, 20 de outubro de 2015

AS TRADICIONAIS IKEBANAS

IKEBANA é uma arte floral e tradicional dos povos budistas, que ornamentavam seus templos com rara beleza. Essa arte começou na Índia, migrou para a China e, posteriormente, para o Japão e daí para a Europa. Mas a intenção já não era a de só ornamentar, mas de trazer beleza e alegria aos ambientes.


A arte floral ocidental e a arte floral asiática diferem em alguns princípios básicos. No Ocidente utilizam-se muitas flores e algumas folhagens mantendo-se dois princípios básicos: a beleza estética e a harmonia. Portanto, é uma arte que valoriza a abundância. Já na IKEBANA valorizam-se os espaços vazios e a tridimensionalidade, sem a preocupação com a simetria. É uma arte mais simples e mais econômica porque se usa poucas flores.

Qualquer pessoa e em qualquer idade pode criar uma Ikebana desde que que tenha vontade e se dedique um pouco. No entanto, é preciso alguns conhecimentos básicos como: cortar os galhos dentro d’água, usar plantas de verdade, organizar o ambiente e mantê-lo sempre asseado.


PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

Em toda IKEBANA, três elementos devem estar presentes: o céu (representado por galhos, flores ou folhas mais altas) que indica o respeito pelo espírito; o homem (representado por flores e folhas numa altura mediana) e indica o respeito pela humanidade e a terra (representado por flores num plano mais baixo) indicando o respeito pela natureza.

COMO FAZER UMA IKEBANA

Materiais necessários: um vaso, galhos secos, as flores e folhagens da estação, água e uma peça com pontas (chamada HANADOME), encontradas em qualquer floricultura ou em lojas de produtos orientais. Para galhos ramos e flores não há restrições quanto a cor, forma ou tamanho.
A escolha do vaso e das flores é importante para que a harmonia seja perfeita. Vasos bonitos, de formatos diferentes, altos ou baixos, pequenos ou grandes são os mais indicados dependendo do lugar onde será colocado. Podem ser de vidro, mármore, bambu ou de cerâmica. Se os vasos forem pequenos as flores devem ter tamanho proporcional a eles.

Montagem:
Observe os ramos (galhos secos e com folhas). Separe um que será o principal (mais alto ou mais bonito) e dois ou três complementares. Observe se é reto ou se ele se curva para um lado. Fixe-o no hanadome e criar profundidade e volume para estabelecer o equilíbrio. Não esqueça de deixar espaços vazios.
hanadome

Coloque as flores (1, 2 ou 3) com alturas diferentes, para manter o equilíbrio e a harmonia do conjunto. Lembre-se que a beleza desta arte está na assimetria e nas diferenças entre os ângulos.

ESTILOS DE IKEBANA

Esta arte apresenta estilos diversificados. Mas lembrando sempre de que “pouco já é muito”.

KADÔ-DAI-SHIZEN - Este estilo significa “caminho da flor da grande natureza”. Para fazer esta Ikebana imagina-se um triângulo escaleno para evidenciar o tridimensional

MORIBANA - É um estilo de vaso japonês mais baixo e mais clássico. Nele as flores e galhos ficam presos ao hanadome, deixando-os firmes no lugar.

NAGUEIRE - Usa-se vasos altos e que não precisam do hanadome.

JIYUKA – é um estilo mais livre, onde cada pessoa pode colocar toda sua sensibilidade artística. Pode ainda incluir elementos novos como esculturas de ferro, pinturas ou vasos ocidentais.

SANGUETSU – é a mais conhecida no Brasil e significa “montanha da lua”. Nela predomina a intenção de quem os cria, podendo despertar e transmitir sua beleza interior. Transmite luz e alegria e purificar os ambientes.

Vejam alguns modelos.







Lindos, não é mesmo?             

Fonte - da Revista Regional nº105, da Fundação Mokiti Okada



quarta-feira, 7 de outubro de 2015

MANDALAS DE JORNAL

Como disse, qualquer papel serve para reciclar. E que tal dar uma cara nova para aquele cantinho de casa que parece vazio?  Talvez uma mandala ficasse bem neste lugar! 

Foi assim que pensei. Olhei em volta e encontrei um monte de revistas velhas e não deu outra. Cortei em tiras largas (2 ou 3 tiras por folha) e fiz rolinhos de papel com a ajuda de um palito de madeira (conhecido por aqui como palito de churrasco). Fiz um monte. E fui enrolando fiz várias mandalas.

Esta foi a primeira que fiz para dar uma cara nova a uma parede rustica que tenho em casa. Depois comecei a inventar. 




Eu já as tenho há uns dois anos. De vez em quando, dou a elas uma cara nova: uma nova pintura, um detalhe novo. Vejam como ficaram:

Esta é aquela primeira.

Estas são a terceira. Tirei a última parte e dei a ela um fundo amarelado. 
E mais tarde, virei-a do lado contrário, passei tinta branca e ficou assim:

                                        Estas mandalas chamam muita atenção.

Agora estão assim:



Você também pode entrar na onda da reciclagem. É só usar e aproveitar o que você tem em casa e usar a sua criatividade.

domingo, 27 de setembro de 2015

É TEMPO DE RECICLAR....


Todos nós vivemos um grave problema: preservar o mundo em que vivemos. E para isso, uma das alternativas é reciclar aquilo que não nos serve mais. 

Reciclar é encontrar um novo uso para aquilo que já foi usado e que seria descartado. Eu uso muito papel no meu trabalho, assim como encontramos muitos usos para ele no cotidiano. Devo confessar que há um tempo atrás, jogava qualquer sobra no lixo.

Mas os incessantes apelos da mídia me trouxe uma consciência nova e maior.  Sei que minha participação é pequena, mas estou contribuindo. Qualquer papel serve para reciclar e podemos fazer essa reciclagem com arte. No começo, usava papeis de todos os tipos em atividades artísticas com meus pimpolhos do atendimento. 

Buscando novas atividades encontrei, por acaso, o vídeo de uma senhora que fazia bonecas de papel, no Youtube. Quem quiser assisti-lo e aprender a fazer bonecas é só digitar na busca  do Youtube o seguinte: "Africanas de papel de Forja Ideas".  Essa senhora faz bonecas com jornal. Eu tinha muitas revistas velhas e decidi usá-las. 

Minhas primeiras bonecas ficaram horríveis. Mas, aos poucos, foram melhorando. Então comecei a criar em cima do que havia aprendido. Cada uma era uma experiência nova. Vejam como ficaram:


                           Estas foram tentativas. Não ficaram tão boas. Mas não desisti.

 
                                                 minha série de africanos



                                                    série "damas antigas"

 

 Todas as bonecas foram feitas com rolonhos de folhas de revista velha. a roupa e os acessórios também. Para mantê-las eretas usei apenas um palito de madeira. todo o restante é papel. 

    Tenho novos projetos para fazer bonecas. Quando estiverem prontas postarei. 

domingo, 20 de setembro de 2015

IPÊ AMARELO

Hoje, dia 21 de setembro, comemoramos o "DIA DA ÁRVORE". E mais que nunca, precisamos muito delas, não só para purificar o ar da poluição e resfriar a temperatura. Mas dependemos dela principalmente para termos as chuvas, tão esperadas ultimamente.

Mas uma delas é especialmente comemorada por aqui: o ipê amarelo. 


E sabem por quê? Porque ela é a árvore simbolo do Brasil. Foi Olavo Bilac, um dos nossos grandes poetas, quem propôs tal nomeação justificando ser encontrada em abundância em todos os cantos do país. Enfeitam jardins públicos, praças,ruas e  os jardins caseiros. Com tal argumento a Câmara não teve outra saída a não ser legitimar o título. 



Suas flores são dedicadas e exalam um perfume suave. Na época da florada, ruas e  cidades ficam douradas por causa da cor amarela dos ipês.

Os ipês possuam cores variadas, porém só o amarelo recebeu o título de símbolo. Mas todas são lindas. Vejam:

branco                                   rosa


 
laranja                                        vermelho

roxo                                verde 

(O ipê verde é, na verdade, um  amarelo esverdeado).

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

FAZENDO ARTE 2 - CONTINUAÇÃO.

Posto as últimas fotos das imagens para produção de texto do livro 2. Trata-se de colocar as crianças em contato com o mundo. São imagens que transportam a criança para um mundo diferente do que ela vive.



As figuras possuem textura, auto-relevo e são bastante coloridas e convidativas.



tema: "UM CIENTISTA MALUCO"

tema: "AS GALINHAS DO MEU QUINTAL"

tema: "O TRABALHO NA FAZENDA"

tema: "FÉRIAS NA FAZENDA"


tema: 'UM AMIGO FIEL"


tema: 'A BARRACA DE FLORES"

Espero que tenham gostado!

terça-feira, 8 de setembro de 2015

FAZENDO ARTE 2

Como prometi, aqui vão algumas fotos do segundo livre com Arte Journal.

FASE 2

Nesta fase, as crianças percebem o outro e falam sobre esse outro, que tanto pode ser uma pessoa . um objeto ou um animal. Eu preferi usar animais

tema: "MACAQUICES"

tema: "CORUJITA: a estrela da tv"

tema: "O COELHO COMILÃO"

tema:"O PINGUIM QUE QUERIA ESTUDAR"

tema: "E O GATO SUMIU"

tema: "O BULE BAILARINO"

FASE 3

Nesta fase, as crianças incorporam a figura. Elas são, por exemplo, o carro, a pipa, a abelha ou qualquer outra coisa. E falam de suas impressões, sentimentos e problemas que encontram.

tema: "O TREM"

tema: " O GUARDA-CHUVA"  
(aqui a criança pode escolher qual deles ela quer ser)

tema: "A BONECA DE MARINA"

Esta é uma das etapas mais difíceis, porque as crianças desta geração não estão conseguindo se colocar no lugar do outro. 

FASE 4

A fase quatro tem figuras que trabalham os valores sociais e o respeito aos outros.

tema: "A RAIVA DA CANECA QUEBRADA"

tema: "O MORANGO QUE NÃO QUERIA VIRAR GELÉIA"

tema: "A BERINJELA QUE QUERIA SER DE OUTRA COR"

tema: "O RETRATO DE FAMÍLIA"

tema: "AS AVENTURAS DE UM PEIXINHO CURIOSO"


Todas as figuras deste livro contém texturas, alto relevo, e são bem coloridas (embora as fotos não façam justiça a esse colorido). As crianças amam fazer textos com esses livros e colocam em suas histórias sua criatividade, suas dificuldades de escrita, seus saberes e desconhecimentos. E assim, vamos trabalhando aos poucos para ajudá-las no que necessitam. 

Falta ainda uma fase que deixo para a próxima postagem.