quinta-feira, 6 de outubro de 2016

O VESTUÁRIO NOS TEMPOS DA REVOLUÇÃO FRANCESA


A corte francesa vivia em meio ao luxo e riquezas. Gastavam muito com a decoração dos palácios, exagero nas roupas, com guerras com outros países, estava produzindo muito pouco e cobrava impostos altíssimos para sustentar o luxo da corte. O povo estava insatisfeito e já não aguentava mais.


Em 1789, diante de tanta injustiça e desagrado, explode uma revolução, que ficou conhecida como “Revolução Francesa”. Havia muitas batalhas entre o povo e os governantes por todo canto. Muita gente foi presa (ou morta) de ambos os lados. Os monarcas e seus aliados lutavam para manter o poder e seus privilégios. O povo lutava pela liberdade, igualdade de direitos e mais humanidade nas relações entre todos. De 1789 a 1799, a França viveu tempos difíceis.


Embora os monarcas vivessem se indispondo com a Inglaterra, todos gostavam das ideias e dos tecidos fabricados pelos ingleses. E é claro, que a monarquia inglesa estava sempre de olho nos acontecimentos da França. E sabendo do descontentamento do povo em relação aos excessos da corte, tratou de “botar suas barbas de molho”.


Em 1760, a maioria dos burgueses ingleses viviam no campo. Vivam sem o luxo da corte e se vestiam de acordo com a região campestre onde moravam. Vestiam-se com roupas mais práticas e simples, mas sempre muito distintos e elegantes.  E nos tempos difíceis que a França passava, essa moda chegou por lá.

É claro que os costureiros e alfaiates franceses, que ganhavam muito dinheiro e prestígio com os exageros e luxos da corte, não gostaram e diziam que era uma moda para o “populacho”. No entanto, diante das dificuldades financeiras que todos enfrentavam, não restava outra alternativa senão aceitá-la.

Em 1794, o povo francês conseguiu dominar o poder e tomar as rédeas da situação. Mas ainda aconteciam batalhas aqui e ali. Foi escolhido um grupo de pessoas para governar a França por um período de cinco anos e que ficou conhecido como “ período diretório”. Em 1799, finalmente, a revolução acabou. Mas a situação ainda estava muito complicada para os franceses que tiveram que reconstruir o país e colocá-lo nos eixos.

Assim, a moda das roupas campestres, simples e práticas, continuaram até 1815 e ficaram conhecidas na história do vestuário como “moda diretório”.

 

MODA MASCULINA


   


A moda era agora uma roupa mais simples e ganhando tons mais escuros, portanto, mais sóbrias. Também perderam os galões, os bordados e as pedrarias. As perucas foram abolidas, mas deixar de usá-las foi a gradual. A moda agora eram os cabelos ao natural.

O corte das roupas e as costuras perfeitas eram as marcas da qualidade do vestuário. As calças continuaram abaixo do joelho e justas nas pernas (tipo corsário), mas não tão justas como anteriormente. As calças tinham bolsos (do tipo faca).

Os coletes ficaram mais curtos e os casacos, mais compridos. É quando aparecem os fraques. Todos em tecidos lisos. Os colarinhos das camisas ficaram mais altos e podendo ser usado com um lenço ao redor do pescoço e sobre o colarinho.

Os sapatos também mudaram. Eram agora “scarpins” e usados com meias de seda longas e brancas nos eventos à noite. Usavam também chapéus de copa alta, precursores da cartola.


A MODA FEMININA




A mudança na roupa feminina foi drástica. Foram abolidos os tecidos pesados, as ancas e outras armações, os corselets e panniers e feitos com tecidos finos como a cambrais, a musselina e o morim vindos da Inglaterra. A cintura subiu ficando na abaixo do busto. 

A saia era longa e ampla. Como esses tecidos eram transparentes, as mulheres usavam uma espécie de combinação branca ou rosa por baixo desse vestido. O decote ainda era bastante pronunciado, mas podia ser usado com uma camisa por baixo.  Havia pouquíssimas diferenças entre as roupas do dia e as da noite. 

No inverno usavam por cima um spencer curto (tipo bolero) da cor do vestido e no inverno, um casaco longo (chamado redingote) enfeitado com pele de animais.


Como os tecidos dos vestidos, por serem quase transparentes, não admitiam bolsos. As mulheres então, usavam uma bolsa feita de tecido (tipo saco) que denominavam "retícula". Os sapatos eram na verdade, sapatilhas baixas e sem salto. O chapéu eera indipensável.


A MODA INFANTO-JUVENIL


 

Os meninos e meninas, rapazes e moças passaram a se vestir semelhante aos  adultos do seu gênero. 

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