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Chamamos
de música moderna ás tendências musicais do final do século XIX até a metade do
século XX. Essas tendências tinham caráter exclusivamente experimental e com a
valorização da inovação e da criatividade. Esse movimento deu início à chamada
“Arte Moderna”, envolvendo as artes plásticas e a música.
Dentre
essas tendências inclui-se vários outros movimentos como: o impressionismo, o
expressionismo, o dodecafonismo, o atonalismo e outras.
O
IMPRESSIONISMO
O
impressionismo teve sua origem nas artes plásticas. Teve esse nome por causa de
uma pintura de 1872, na França e realizada por Monet, cujo título era “Impressão, nascer do Sol”.
A
pintura impressionista tinha como tema a natureza, portanto, os temas de
paisagens era a tônica principal. Valorizavam a luz natural, a decomposição das
cores, as sombras coloridas e luminosas, com pinceladas bem soltas retratando
os movimentos da cena em questão.
Na
música, os compositores também procuravam retratar imagens. As melodias eram sensuais
mas com pureza e singeleza. Não descartavam um toque de tristeza e melancolia.
Após o romantismo, um
período marcado pelos ideais, sonhos e fantasias começa um período mais “pé no
chão”, o “REALISMO”.
O realismo foi um movimento
cultural, mais literário que musical, ocorrido na segunda metade do século XIX
e que se contrapunha ao romantismo. Nessa época, haviam muitas lutas sociais,
revoluções devido ás novas ideias políticas. Época também em que as novas
ideias filosóficas surgiram como:
as ideias positivistas de Augusto Comté;
das
ideias deterministas de Hipolyte
das ideias
evolucionistas de Charles Darwin
e das ideias socialistas de Engels
O mundo andava bem agitado
nessa época. Por isso, não dava mais para viver de sonhos e fantasias. E o
movimento cultural passou a influenciar as artes, principalmente, na literatura
e na pintura.
Pintores e escritores, participantes
do movimento realista, procuravam retratar em suas obras, a vida real com
fidelidade de detalhes. O homem comum era o centro de tudo. O que importava era
o momento, o atual, o instante retratado.
Acreditavam que as ideias
românticas não passavam de loucuras fantasiosas, já que maioria das obras
tinham como tema seres extraordinários, fantásticos e sobrenaturais. Os realistas
achavam loucura falar de fadas, de seres das florestas, das águas e das montanhas
já que não havia nada disso na vida real e acreditavam poder evitar os efeitos
sonhadores considerados como degradantes para o homem.
Nessa época, a música ficou meio
que de fora desse movimento. Principalmente, a música instrumental. No entanto,
compositores como Verdi, Mendelssoln, Rossini e Bizet fizeram músicas para as
óperas.Eram grandes produções e fizeram grande sucesso.
Vamos conhecer alguns trechos delas, assistindo aos vídeos.
Os
países delimitavam suas fronteiras e um sentimento nacionalista tomou conta das
pessoas e se espalhou pela Europa. A princípio, era apenas um sentimento de
orgulho nacional.
"A LIBERDADE GUIANDO O POVO"
DE EUGÈNE DELACROIX
No
século XIX, esse sentimento se transformou numa forma de ver e compreender o mundo
e de falar sobre ele. Mas, para isso, era preciso conhecer a natureza humana.
Era preciso entender a subjetividade de cada indivíduo. E o homem como um todo,
passou a ser o centro das atenções.
Entendiam
que não haviam regras prontas, pois as pessoas não agiam, pensavam ou tomavam
atitudes sempre do mesmo jeito ou da mesma forma. Entendiam que, para conhecer
o homem e sua natureza, era preciso desvendá-lo no cotidiano. Observá-lo em
todos os aspectos: físicos (características pessoais) e mentais (emoções,
atitudes e comportamentos, desejos, necessidades e interesses pessoais). E,
nessa observação, o destaque foi dado para a dramaticidade da vida: paixões, saudades,
tragédias amorosas, desejos não realizados, ideais fantasiosos, sentimentos de
religiosidade, nos sonhos e fantasias.
O
período romântico foi um movimento essencialmente estético, mas que valorizou a
criatividade e a imaginação. Evidente e naturalmente, eram ideias e pontos de
vista que se contrapunham ao equilíbrio clássico baseado no rigor científico e
nos ideais iluministas.
A
estética, a criatividade e a imaginação influenciaram as artes em geral, a
literatura, a política e a filosofia por toda a Europa. E todas as obras
produzidas entre 1815 até meados do século XIX foram consideradas como
“românticas”. No entanto, muitas sinfonias e concertos do gênero erudito
continuaram a ser escritos.
A
MÚSICA ROMÂNTICA
Sua
característica principal era a flexibilidade das formas musicais que buscavam e
ressaltavam os sentimentos expressos na melodia. E para isso, os compositores
dedicavam grande parte de seu tempo.
Os
sentimentos eram representados por várias tonalidades e estruturas harmônicas inovadoras
que faziam os movimentos fluírem com maiores contrastes, com cromatismos e
dissonâncias mais frequentes e variadas e em obras menos extensas. As mudanças de
tons eram mais bruscas e os acordes mais longos permitiam inúmeras modulações que foram exploradas pelos compositores.
Durante
o período romântico foi criada uma base mais sistemática para a composições e interpretações
das músicas de concerto. Mas também, houve um interesse bastante grande pelas
composições de canções temáticas. Houve ainda o desenvolvimento da orquestras
sinfônica e do virtuosismo de alguns compositores que criaram obras complexas e
de uma beleza ímpar.
Nocturno em mi bemol op 9 nº2 - Chopin
PRINCIPAIS
COMPOSITORES ROMÂNTICOS:
De 1815 a 1835
Niccolo Paganini
Giácomo Rossini
Franz Schubert
Johan Strauss
Félix Mendelsohn
Clara Schumman
Frédéric Chopin
Franz Liszt
Richard Wagner
Giuseppe Verdi
Anton Rubinstein
Johannes Brahms
De 1850 a 1880
Pyotr Lluich
Tchaicowsky
Giácomo Puccini
Gustav Mahler
Franz Schimidt
Claude Debussy
Maurice Ravel
Igor Stravinsky
Heitor Villa-Lobos
(Brasil)
Carl Orff
Leonard Bernstein
Cavalcata delle Valchirie - Wagner
A
GUERRA DOS ROMÂNTICOS
Todos
os compositores do romantismo consideravam Beethoven como um herói artístico e
espiritual. Um gênio musical ao qual procuravam seguir e se orientar
musicalmente.
Em
dado momento, esses compositores passaram a divergir na forma de pensar. De um
lado, estavam os que procuravam seguir fielmente a estrutura musical de Beethoven formando, assim, um grupo de “conservadores” liderados por Brahms e Shumman. De
outro lado, os que achavam que poderiam inovar ainda mais e que formavam o grupo
dos “progressistas radicais” liderados por Liszt e Wagner.
Essa
divergência de ideias que fez com que músicos mais conservadores da França, Itália e da Rússia ficassem marginalizados. E o descontentamento provocou o fim desse
período.
O
século XVIII foi o século da liberdade e das novas ideias. Um século de
rompimentos de conceitos antigos e da construção de novos modos de pensar sobre
a natureza, as pessoas, os governos e a religião. Um século onde tudo era questionado,
discutido, analisado com objetividade e avaliado segundo os novos
conhecimentos.
Por
isso, foi um período onde a intelectualidade teve papel importante e os
pensamentos se aprimoraram. Daí, ser chamado de “iluminista”. Desse período surgiram
as bases e os fundamentos das sociedades e das políticas atuais. Mas, apesar
dos conflitos e das mudanças nos costumes, foi um período humanitário,
equilibrado e harmônico.
E
se tudo era influenciado pelo ideal iluminista, a música não ficou ilesa. E na
metade do século XVIII e início do XIX, mudanças foram propostas para a ela.
O
fim do período barroco coincide com este novo tempo. A música, até então, tinha
um estilo complicado, muito rebuscadas em seus ornamentos tornando-as difíceis
e complexas. Um período onde as contradições estruturais estavam presentes.
As
novas ideias transformou as pessoas. Estavam mais cultas, mais conhecedoras e,
consequentemente, o gosto artístico estava mais aprimorado. Passaram a preferir
as artes que melhor se adaptavam ao novo pensamento e cultura da época.
De
1750 a 1790, houve grande mudanças estruturais na música. As música, foi se
tornando mais claras, mais regular nas formas e nas proporções, e mais objetivas,
mais simétricas e equilibradas. Os compositores dominavam os novos
conhecimentos e os utilizavam para garantir a simplicidade, a simetria, a
harmonia, o brilho e a sofisticação tão almejados. Mas, uma grande batalha
musical eclode. De um lado, a ópera e, de outro, a música instrumental.
C von Glug
Na
ópera havia a preocupação e a busca de uma ópera mais racional. E as primeiras conquistas
se devem a Christoph Willibald von Gluck.
Mas,
foi a música instrumental quem mais influenciou este período. A criação e a
consolidação de uma nova estrutura musical: a forma-sonata. Era uma música leve,
simples, despojada de exageros e ornamentos, e até certo ponto, frívola e
divertida. Mas os músicos e compositores procuravam manter o requinte, a
formalidade e a mecânica.
sonata de C. P. Emmanuel Bach
Este
gênero musical surgiu logo após o período barroco e seus grandes divulgadores
foram os filhos de Johann Sebastian Back. Wilhelm Friedemann Bach, o primogênito, foi grande e criativo
compositor. Mas, não se preocupou muito em deixar registros do seu trabalho. O
que se tem e em dia, se deve ao trabalho do irmão mais moço, Carl Phillip Emmanuel que deixa
registrado em partituras as próprias composições e ainda registrou algumas do
irmão.
W. Friedemann Bach C. Phillip Emmanuel Bach
Este
gênero musical serviu de modelo para todos os outros gêneros que foram criados
posteriormente: as sinfonias, os concertos para solistas, os quartetos de
cordas, obras de câmara, músicas sacras
e as sonataspara piano.
Gêneros que produziram verdadeiras obras-primas.
6ª sinfonia de Haydn
Dos
muitos compositores e músicos que se dedicaram a música clássica ou erudita,
pode-se destacar três grandes nomes deste período: Franz Josepf Haydn (1732-1809), Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)
que levaram o estilo ao apogeu pelo seu virtuosismo e Ludwig van Beethoven (1770-1827)
que finaliza este período. Em suas obras, Beethoven já mostrava as características
de um novo período musical: o romantismo.
A tendência renascentista
era muito linear. Mas, no final do período alguns músicos ensaiavam coisas
novas. Mas, foi em 1067, quando Montiverdi compôs a ópera “Orfeo” que uma nova tendência
teve início. Com um estilo mais rebuscado, com excesso de ornamentos e com
riqueza de detalhes, coisa nunca vista anteriormente, contrapondo-se a uma simplicidade
ímpar que influenciou: as artes plásticas, arquitetura, a literatura, o teatro
e, finalmente, a música. Tinha início o período barroco.
Esse período foi
assim chamado porque o termo barroco significava irregular ou deformação. O
mundo conhecia o estilo gregoriano, linear e com pouquíssimas variações. E a
riqueza de ornamentos e a simplicidade pareciam se contradizer. Por isso, espantava-se
diante da contradição entre a simplicidade e o rebuscamento. Julgando que essas
duas características se conflitariam a certa altura do caminho, foi jocosa e pejorativamente
chamada de “barroca”. Mas, esse momento nunca chegou. Ao contrário, foi
chegando devagar e se espalhando por toda a Europa.
Começa na Itália,
com Montiverdi e, mais precisamente, com a ópera “Orfeo”. Chega a Alemanha com as
músicas de Heinrich Schütz. E na França, com as obras de Jean-Fphilippe Rameau.
Seguem-se ainda as músicas de Jean-Baptiste Lully, Giácomo Carissimi e
Arcangelo Corelli. E o movimento barroco
e se espalha pela Europa.
O período barroco
foi um dos mais originais, criativo, revolucionário, importante e influente que
já se viu em todos os tipos de arte. As obras musicais se tornaram mais longas
e inovadoras. As melodias abusavam dos bemóis e sustenidos, do baixo contínuo e
dos contrapontos. As tessituras eram mais leves e homofônicas e com acordes
simples. Os modos renascentistas ficaram reduzidos a dois: o jônico e o eólio e
se tornaram a base de um novo sistema tonal: o sistema tonal maior (jônico) e o
sistema tonal menor (eólio) formando uma harmonia que encantava a todos. Mas, as tessituras polifônicas também
estiveram presentes. E a harmonia era sem igual.
CONHEÇA A MÚSICA BARROCA
o melhor de Johann Sebastian Bach
Mas, os músicos renascentistas e barrocos não viam esse movimento como
uma revolução de estilos. Ao contrário, achavam que era um desenvolvimento
progressivo, já que sua intenção fundamental era o de resgatar a música da
antiguidade.
A princípio, o canto homofônico foi usado como recurso para a expressão
de sentimentos e resgate da dramaticidade das tragédias gregas, passou a ser
vista como algo revolucionário e inovador. Enquanto isso, as músicas sacras
mantinham o contraponto.
No decorrer do século XVII, novas formas musicais foram criadas, como: a
ópera, o oratório, a fuga, a suíte, a sonata e o concerto onde eram empregadas
as formas binárias, ternárias e suas variações, rondós, ritonellos e fugas. As
músicas tinham ritmos enérgicos e exuberantes. As melodias eram criadas em linhas longas, fluentes e notas de enfeites
como trinados, arpejos, apojaturas, mordentes etc. Os contrastes foram o marco
deste período: seja dos timbres instrumentais, de poucos ou de muitos
instrumentos, de sonoridades fortes e suaves. A exploração instrumental trouxe
o amadurecimento, o florescimento de grandes obras e de gêneros musicais e o virtuosismo de alguns músicos,
como Bach, Bextehude (organistas), Rameau, Scarlatti e Couperin (no cravo),Vivaldi e Corelli (violinistas).
Os principais tipos
de música dessa época foram:corais, recitativos, árias, óperas,
oratórios, cantatas, aberturas italianas, aberturas francesas, tocatas,
prelúdios corais, suíte de danças, sonatas de câmara, sonatas de chiesa,
concertos grossos e concertos solos.
Em 1750, este rico período
termina com o falecimento de Johann Sebastian Bach.
A todos vocês, caros leitores e seguidores deste blog Quero agradecer a todos pelas visitas e pelos comentários sempre incentivadores e estimulantes. Obrigada também pelo que vocês me ensinam em cada comentário, em cada pergunta, em cada situação. obrigada de coração. E por falar em coração, desejo a todos vocês, de perto ou de longe, que este Natal seja repleto de paz, amor e harmonia. Que a fé seja constantemente renovada e que a esperança de um mundo melhor nunca se perca.
São os meus votos e os votos do ARTE E EXPRESSÃO EM ARTE-TERAPIA..