quinta-feira, 13 de setembro de 2018

RECICLANDO PAPÉIS


Observando os vasos da foto acima, você diria que são de porcelana, não é mesmo? Mas na verdade, são feitos de papel. Isso mesmo, de PAPEL! São feitos com várias camadas de papel colado, uma camada de massa de modelagem acrílica  ou de "massa corrida" dessas para parede, depois de seca é lixada, pintada e envernizada.

Qualquer papel usado e limpo pode ser reaproveitado: a) como "papietagem"   (como nos vasos mostrados acimaou "carta pesta" (nome usado para a papietagem em países de língua espanhola); b) como  rolinhos, feitos com a ajuda de um palito de churrasco, lápis, régua ou outro objeto qualquer, podem ser feitos objetos como estes vasos:

 

  

ou como estes organizadores:




Ou caixas:
 

Ou bolsas como estas:

  
ou quadros decorativos, porta-retratos e muitas outras coisas. 

 

 

 
 Ou ainda cortinas para portas e janelas, como estas. O que vale é sua imaginação.

 



Papéis rugosos como os higiênicos ou os usados na cozinha (limpos, evidentemente), servem para dar textura à algumas peças, o que as torna mais ricas visualmente e únicas.

imagens Google.

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

GRAMATURAS E TIPOS DE PAPÉIS


Existe uma variedade enorme de tipos de papéis. E de tempos em tempos, outros novos aparecem. Uns são brancos, coloridos, brilhantes, foscos, lisos ou estampados.

Gramatura é o peso da folha de papel por metro quadrado (m²) dado na grossura do papel. E é essa grossura, mas o material utilizado na sua confecção que difere um tipo dos demais. Na indústria de papel, a GRAMATURA é chamada de “gramagem”.  É uma medida padronizada, expressa em gramas (1g/m²) como exigência da ISSO 536. No entanto, podemos encontrar papéis que pesem mais ou menos que essa medida.

Para fazermos qualquer coisa, devemos levar em conta o tipo e a gramatura mais adequada ao propósito do que queremos fazer. O papel mais adequado, portanto, tem a ver com a gramatura do papel.


Se queremos escrever, desenhar ou fazer impressões caseiras ou comerciais (papel timbrado, marcar pedidos, notas fiscais, recibos) usamos o papel OFF SET (mais conhecido como o sulfite), de gramaturas 70, 75, 90, 120, 150, 180 e 240g. Normalmente, é um papel branco, mas pode ser encontrado também nas cores: rosa, azul, verde e amarelo.


Para impressões mais delicadas como, devemos usar o papel COUCHÊ, por ter melhor qualidade e gramaturas de 70, 75, 90 e 115g (de fabricação nacional). Este tipo de papel pode ser encontrado nas cores branco e colorido, sendo:

papel couchê duplex

calendário feito de papel couchê triplex

- brilhante em ambas as faces (COUCHÊ DUPLEX OU TRIPLEX de gramatura 270, 300 e 370g (importado); usados para fazer: folhas para a confecção de livros, revistas, folders e catálogos.

- uma face brilhante e a outra opaca, de gramaturas de 75, 90, 115, 150, 170 e 230g (nacional); usados para fazer: rótulos, etiquetas, calendários (de mesa ou de parede)

- ambas as faces são opacas e nas gramaturas 75, 90, 115, 150, 170 e 230g (nacional), para fazer: convites, pinturas, desenhos e textos impressos.


O papel BÍBLIA é um papel fabricado com uma pasta química de alto teor de carga mineral, esbranquiçado e opaco, podendo conter ou não linhas d’água. Sua gramatura máxima é de 50 g/, portanto, um papel fino, mas encorpado. Seu uso mais frequente é na impressão das Bíblias.



 O papel crepom, de seda, cartolinas e color set  são feitos com papel bouffant.






O papel BOUFFANT, feito essencialmente de pasta química branqueada, com alto teor de carga mineral (10%), sem adição de cola, podendo ou não conter linha d’água. È um papel encorpado e absorvente, de boa qualidade e pode ser usado na impressão de livros, serviços de tipografia e cópias mimeografadas. O bouffant de qualidade inferior, contém pasta mecânica. Apesar serem bastante semelhantes, diferem na qualidade e no preço.

 
papel kraft

papel pardo

Papéis mais grossos, como os KRAFT e PARDO, são apropriados para embrulhar coisas, fazer sacolas, forrar prateleiras e outros, por serem mais duráveis e resistentes. A diferença entre um e outro é o brilho e a espessura do papel. O papel pardo tem um lado brilhante e é mais fino que o Kraft. 

Com o papel pardo faz-se envelopes encontrados em qualquer papelaria e sacolas de papel.

 

A reciclagem de papéis começa ainda na indústria. Os papéis que apresentam defeitos de composição ou de gramatura são reutilizados na fabricação de papéis mais rústicos como o CORRUGADO e o PAPELÃO.

papel corrugado - cor única e brilho

papel corrugado fantasia

O papel CORRUGADO ou ondulado (como é mais conhecido) é composto de fibras de celulose com sobra de um monte de papéis de tipos e gramaturas diferentes. Esses papéis colados e prensados numa matriz ondulada. O corrugado é aquele que tem o direito ondulado e o avesso liso. Servem para a confecção de caixas e embalagens importantes.

papel cartão fosco ou brilhante são papelões finos

Já o PAPELÃO é composto por 80% de material reciclado e o restante de material novo. A produção mundial da reciclagem de papéis transformando-os em papelão vêm crescendo a cada ano desde 1998, chegando a uma produção de 1 bilhão e 600 milhões de toneladas. Esta é uma taxa de 71,6% maior, se comparadas com outros tipos de embalagens, inclusive das plásticas. Só o Brasil produz 1,6 milhões desse papelão.


O papelão mais grosso é formado por 3 camadas de papéis virgens ou reciclados: a) as capas (ou forros) externas é um papelão fino que reveste a camada interna (ou miolo) feita de um papelão corrugado. O miolo pode ter uma ou duas camadas de papel corrugado separadas por uma camada de papelão fino, de uma qualidade inferior.


Na reciclagem do papelão ondulado, o “aparista ou papeleiro” tem grande importância; é ele o responsável pela triagem e qualidade do material destinado às indústrias recicladoras.



Seu principal uso é na confecção de caixas, por serem muito resistentes, firmes e leves. Seus maiores consumidores são as indústrias de produtos alimentícios, bebidas, eletrodomésticos, fruticultura e avicultura. No entanto, o mundo desperdiça 5% do papelão. Nas principais zonas urbanas, as caixas de papelão são descartadas.

Todos esses papéis podem ser reciclados tanto pelas indústrias ou de forma artística, evitando o corte de árvores para a aquisição da celulose. É preciso dizer que essas indústrias têm cuidado da conservação ambiental, plantando e replantando árvores em matas próprias e destinadas a esta finalidade. 

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

O PAPEL: um material versátil

O papel é daqueles tipos de materiais que está sempre ao nosso alcance. Razão pela qual é um dos mais usados em tudo o que fazemos, indo desde as sacolas de compras a cadernos, livros e revistas. E ainda podem ser fabricados ou artesanais, ter diversas gramaturas, pode ser impermeabilizado ou in natura.



A origem do papel é de longa data, remontando ao Antigo Egito. Começou de uma forma artesanal, com os egípcios colhendo um certo tipo de junco, da família das cyperáceas, planta comum nas margens dos rios africanos, entre eles, o Rio Nilo. As folhas desse junco eram colocadas em água durante alguns dias e sovadas até obterem uma pasta fina, deixando-as secar ao sol. Depois de bem seca, os “papiros” (como ficaram conhecidas), formavam os antigos pergaminhos onde escreviam textos contando a vida dos faraós e registravam as contas do Império. O papiro também tinha outras funções: fabricação de cestos, redes, pequenas embarcações e como alimento do gado pela população mais pobre.


Na China, o papel aparece na dinastia Han (206 a.C. a 221 d.C), como algo precioso na cultura chinesa. Fazer e cortar papel era um passatempo popular entre os nobres, principalmente, entre as mulheres da corte. Com eles, gostavam de enfeitar os festivais e celebrações, dos séculos VII a XIII.


Os chineses faziam os seus papéis cortando os troncos de árvores em pedaços bem pequenos, folhas secas e pedaços de tecidos. Juntavam tudo em certa quantidade de água e deixavam lá por vários dias. Em seguida, sovavam bastante até virar uma pasta. Depois, camadas finas dessa pasta eram colocadas sobre grandes peneiras, a fim de que a água escorresse. Quando a pasta começava a soltar da peneira eram colocadas ao sol para secagem completa.


Os árabes aprenderam a técnica de fazer papel com os chineses. E quando conquistaram a Península Ibérica, espalharam para uma parte da Europa o de fazê-lo e o modo costume de utilizá-lo. O restante do continente europeu, só veio conhecer e fabricar o papel entre os séculos XIII e XIV. 



Os monges da Idade Média adquiriram a habilidade da escrita e copiaram os mais importantes e antigos manuscritos transformando-os em livros, para conservar os conhecimentos que eles continham. Fizeram isso por mais de três séculos. Eram livros feitos com papéis artesanais, escritos e desenhados a mão, num trabalho minucioso e lento.


No século XV, o inventor alemão Johann Gutemberg, criou a “imprensa”. Possuía uma espécie de carimbos individuais das letras maiúsculas e minúsculas (conhecidos como “linotipos”) e eram usados para formar os textos. Depois do texto pronto era passada uma tinta sobre os carimbos e, posteriormente, colocava-se o papel que era prensado para estampar o texto.


Embora bastante rudimentar que exigia o trabalho de colocar os carimbos manualmente sobre réguas de madeira, a imprensa de Gutemberg revolucionou o mundo. Seu mérito foi fazer com que os conhecimentos e as informações chegassem com mais agilidade às pessoas, desenvolvendo a leitura e a escrita em todas as partes do mundo.

Com o tempo, essa máquina foi evoluindo e sendo modernizada até chegar ás imprensas que conhecemos hoje. Hoje em dia, o papel é feito de forma muito sofisticada. Assista ao vídeo para conhecer como ele é feito:




Nem em seus melhores sonhos, Gutemberg podia imaginar que, um dia, as pessoas poderiam ter uma imprensa em suas próprias casas. Essas imprensas particulares são as conhecidas “impressoras” que trabalham em conjunto com nossos computadores.


 O papel foi o produto mais usado na história da humanidade. O papel como conhecemos hoje é amplamente fabricado e usado para fazer o papel moeda, cadernos, livros, revistas, calendários, cartões de visita, convites e muitas outras coisas.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

CAIXAS E MAIS CAIXAS

Sabe aquelas caixas de papelão que sempre vem com alguma compra? Ou aquelas que juntamos por virem com algum presente? Pois é! Entulham a casa e, muitas vezes, nem temos onde guardá-las não é mesmo? 



Jogá-las fora, nem pensar! Não precisamos de mais lixo porque já temos aos montes. Então?... que tal usá-las de modo prático? E nem precisa de grande ciência para isso. Bastam papel, cola e um pouco de boa vontade. E que tal fazer um...




ORGANIZADOR



De materiais que ficam espalhados em cima dos móveis...

... de maquiagem...

... suas bijuterias...

... folhas de papel...

...materiais escolares de seus filhos. 

Que tal guardar no armário ou no banheiro trocando o papel por um tecido qualquer , você faz um lindo ...


PORTA-TOALHAS 

Charmoso, não é?


Veja este, que gracioso!

E se não gostar de deixar as toalhas à mostra, que tal uma fechadinha? É só recobrir ela toda com rolinhas de papel colorido.


Quer algo com uma aparência mais antiga? Então, que tal um baú como este?


É só colar pedacinhos de papel picado (de revista, jornal ou outro qualquer. Depois uma ou duas demãos de tinta acrílica na cor de de sua preferência. Fácil, fácil!

A sugestão foi de porta-toalhas de banho, mas você poderá guardar qualquer coisa (lãs, roupas das próximas estações, revistas ou qualquer outra coisa que quiser ou precisar. Ok?

Ah! está tudo em ordem em casa? Tudo organizado em casa? Que bom! E meus parabéns pela organização.  Então, você pode fazer brinquedos para seus filhos. Veja algumas sugestões...



carros                                 guarda-brinquedos
             


                              Móveis de cozinha para brincar de casinha ou jogos com bolinhas.                                 Convide seus filhos para fazerem juntos. Eles vão adorar!


Gostou das sugestões? Então, mãos a obra!